Jornal Estado de Minas

TRÂNSITO

Bloqueio na BR-381 embola o tráfego da Grande BH ao Vale do Rio Doce


A vida dos motoristas de caminhão que circulam pela BR-381, entre os municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte e o Vale do Rio Doce, ganhou mais um componente desagradável: o bloqueio da rodovia, desde que as suas duas pistas foram destruídas no Km 321, por um deslizamento de terra, na sexta-feira.




 
Sem previsão de desbloqueio das pistas, os motoristas de caminhões, carretas e ônibus, estão sendo obrigados a sair da BR-381, logo depois de João Monlevade, entrar na BR-262, chegar ao trevo de Realeza e acessar a BR-116. Seguindo pela BR-116, sentido Caratinga, com tráfego pesado com destino ao Vale do Aço, ainda têm de enfrentar longo trecho pela BR-458, logo depois de Inhapim, para chegar a Ipatinga.
 
Esses caminhos alternativos (cerca de 150 quilômetros a mais que o trajeto normal), além de atrasar a viagem entre duas e cinco horas, colocam os motoristas em pistas esburacadas e mal sinalizadas. Joaquim Corsino de Menezes Neto, motorista de uma carreta tanque, carrega seus depósitos com combustíveis em Betim e sempre roda para destinos variados: Montes Claros, Córrego Danta e Governador Valadares.
 
Ele disse que a viagem de Betim a Valadares, que antes durava cerca de sete horas pela BR-381, atualmente é feita com nove ou 10 horas de duração, passando pelo desvio da BR-262. “Tem estrada de chão que é muito melhor que a BR-262, que é buraco puro”, disse Joaquim.





Sobrecarregada


Paulo Eduardo Santos, caminhoneiro que transporta sucata entre São Paulo e Timóteo, aponta um atraso ainda maior para percorrer o desvio, cerca de cinco horas, dependendo do horário. Ontem, Paulo Eduardo conversou com o Estado de Minas, por mensagem de voz, quando estava passando pela BR-262, na direção da BR-116. Ele reclamou muito dos buracos. “Se não tiver atenção e cuidado, estoura pneu ou provoca um acidente grave”, disse.
 
E os buracos e rachaduras no desvio da BR-262 vão aumentar a cada dia, acredita o caminhoneiro. Segundo ele, a rodovia não suporta o tráfego pesado intenso. “Até dias atrás, ali logo depois de Monlevade, havia uma divisão no tráfego. Seguia pela BR-262 quem ia pra Realeza, Manhuaçu e cidades do Espírito Santo. E pela BR-381, seguia a maioria, com destino ao Vale do Aço. Agora, todos veículos pesados seguem pela BR-262”, disse.
 
Outro problema apontado por Paulo Eduardo é o valor do frete, que continua o mesmo. “O consumo de combustível aumentou, assim como aumentou o nosso tempo de permanência na estrada, mas as empresas continuam nos pagando como se nós estivéssemos passando por Nova Era”, disse.





Mais bloqueios


A Prefeitura de Timóteo instalou ontem mais uma barreira para impedir o trânsito de carretas, veículos pesados e ônibus pelas ruas da cidade, desta vez no Bairro Limoeiro, na Regional Leste. Agora são três bloqueios no município. Na segunda-feira, veículos pesados foram impedidos de transitar na saída de Cava Grande (Marliéria), em direção a Timóteo, e no acesso ao Bairro Santa Maria, próximo ao trevo da ponte nova, entre Coronel Fabriciano e o município.
 
Segundo a prefeitura, o novo bloqueio é necessário porque alguns veículos, após serem impedidos de circular entre Marliéria e Timóteo, estavam dando a volta pela localidade conhecida como Limoeiro Velho para acessar o Vale do Aço.
 
Em Antônio Dias, prefeitura bloqueou ontem, o tráfego pela estrada que liga Santa Maria de Itabira até Hematita e a BR-381, na Prainha. Veículos longos e de carga não podem mais usar esse trecho, até que sejam concluídas as obras de manutenção na estrada e intervenções em pontes.

audima