Jornal Estado de Minas

ENCHENTE

Valadares tem cerca de 6 mil desalojados pela enchente no Rio Doce

O Rio Doce continua subindo em Governador Valadares e a medição feita na régua do SAAE foi de 4,15 metros às 12h desta terça-feira (11/1), horário em que, segundo previsão da Defesa Civil Municipal, poderia ser de 4,50 metros. Mesmo com a diferença, as águas avançaram sobre os bairros ribeirinhos e aumentaram o número de desalojados.




 
Segundo estimativa da Defesa Civil Municipal, a cidade tem cerca de 6 mil pessoas desalojadas. A maioria foi para a casa de parentes e amigos. O número de desabrigados chegou a 93 pessoas, que estão em abrigos nas escolas públicas.
 
O abastecimento de água pode ser afetado nas próximas horas. A prefeitura informou que durante as enchentes, em anos anteriores, a Estação de Tratamento de Água (ETA) Central sempre opera com redução média de 20% de sua capacidade.
Clube Filadélfia com sua lagoa, piscinas e quadras poliesportivas inundadas (foto: Tim Filho)
 
E pode ocorrer aumento da turbidez e dificuldade de captação devido ao fato de algumas bombas não funcionarem submersas nas águas do rio. Por essa razão, a orientação do SAAE é que a população economize água.




 

Carros submersos

 
Na manhã desta terça-feira, vários carros que estavam estacionados nas ruas próximos ao rio amanheceram submersos no Bairro São Pedro. No Bairro São Paulo, vários carros e motos estacionados em uma praça ficaram cercados pelas águas do rio.
 
A Avenida Moacir Paleta, que dá acesso à BR-259, na saída para Vitória (ES), foi tomada pela água e o trânsito foi fechado. O fechamento compromete não apenas o acesso à rodovia, mas o acesso dos bairros da região da Universidade Vale do Rio Doce ao Centro da cidade.
 
Um grupo de trabalhadores estava na ciclovia da Moacir Paleta na manhã de hoje avaliando a possibilidade de passar pelo alagamento, próximo à Praça Carlota Kemper. O problema era carregar as bicicletas nas costas, junto com as mochilas com as marmitas com o almoço do dia.
 
O pedreiro Ademir Souza, que estava no grupo, disse que ele e seus colegas estavam indo trabalhar em uma obra no Condomínio Sítio das Flores. “A gente vai voltar pra casa, é muito arriscado passar nessa água”, afirmou.

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