Jornal Estado de Minas

BARRAGEM DO FUNDÃO

Processo na Inglaterra contra BHP busca atualizar situação de atingidos

Com a necessidade de atualizar as condições de vida atuais, dados cadastrais e os prejuízos dos atingidos pelo rompimento da barragem do Fundão, em Mariana, 6 anos depois do desastre, advogados que buscam indenização nas cortes do Reino Unido correm contra o tempo para contactar 200 mil impactados e seguir com a ação (confira os endereços abaixo).



O processo indenizatório pode chegar ao valor de 5 bilhões de libras (quase R$ 38 bilhões) e é movido nas cortes da Inglaterra contra a BHP Billiton devido às indecisões sobre indenizações, reparação, reconstrução de casas no Brasil e uma vez que a companhia é controladora da Samarco, ao lado da Vale.

A Samarco operava a barragem que se rompeu no subdistrito de Bento Rodrigues, em 5 de novembro de 2015. Desde 2018, o escritório inglês PGMBM representa 25 municípios, igrejas, 530 empresas e mais de 200 mil atingidos, a maioria ainda não indenizada no Brasil.

Escritório PGMBM convoca atingidos para terem dados recadastrados e seguir com a ação contra a BHP (foto: Divulgação)
A audiência de julgamento do caso está marcada para começar em 4 de abril de 2022 e tem previsão para durar 5 dias. Depois dessa audiência, a expectativa é de que a decisão do Tribunal de Apelação, em Londres, seja publicada durante o mês de maio de 2022.

Mais informações podem ser conferidas todos os dias, das 8h às 20h, pelo telefone 0800 031 10 40, pelo site: www.casomariana.com.br. Ou de domingo a domingo na Rua André Corsino, 79, Centro (Mariana); Rua Orbis Club s/n, Centro, no estacionamento do Burguer King (Governador Valadares); ACD São Silvano, na Rua Antônio Engrácio, 139 (Colatina); e na Rua 10 de Abril, 140 (baixo Guandu).