Jornal Estado de Minas

QUEDA NOS NÚMEROS

COVID: média diária de novos casos na semana tem queda em 12 regiões de MG

A média diária de novos casos da COVID-19 na semana teve queda em 12 das 14 regiões de Minas Gerais. Segundo a pesquisa semanal da Universidade Federal de Alfenas (Unifal), publicada nesta terça-feira (12/10), essas taxas foram as menores de 2021.




 
A média diária de novos casos na semana em relação ao número de habitantes do estado registrou diminuição pela terceira semana consecutiva – o estado registrou crescimento na taxa de incidência em apenas duas das 14 regiões de Minas: Noroeste e Triângulo Sul, as demais registraram diminuição da incidência.
 
A região permaneceu em queda, indo de 9,1 para 6,8 – a média geral para o Estado também registrou diminuição, indo de 27,5 para 27.
 
Com exceção das regiões Noroeste e Triângulo Sul, todas as regiões mineiras, assim como o Estado, tiveram as menores taxas semanais de incidência em novos casos de 2021.
 
Minas iniciou a semana do dia 11/10 com queda na tendência de novos casos. A média diária na semana registrou 1565 – a tendência de novos óbitos permaneceu em estabilidade, com média de 41 mortes.




 
Em internações, Minas Gerais passou de diminuição para crescimento: a média móvel foi de 171 pessoas internadas na semana anterior para 235 nesta segunda, dia 11 – o Leste, Leste Sul, Oeste, Triângulo Norte e Triângulo Sul tiveram grande aumento neste índice, passando de diminuição ou estabilidade, para crescimento.
 
Professor e coordenador do curso da Unifal, Sinézio Inácio da Silva explica que pelo critério do crescimento da média móvel e pela taxa de incidência semanal, é possível observar que há um controle de novos casos relacionados à pandemia da COVID-19.
 
“Mas o mesmo ritmo de diminuição não se observa em internações e óbitos. Isso está relacionado ao fato de que praticamente ainda metade da população não tomou a segunda dose. E diante do delta a proteção mais efetiva só é obtida com a segunda e mesmo assim chega ser menor do que a obtida contra as variantes iniciais, a partir das quais a vacina foi feita”, explica.




 
Segundo Sinézio, a vulnerabilidade pelo decaimento da proteção entre os idosos e imunocomprometidos já é vidente e por isso, precisam ele alerta que a dose de reforço precisa ser aplicada.
 
“Além disso, esse segmento já responde mais fracamente às vacinas, é natural, e foram vacinados majoritariamente com a coronavac que, dentre as vacinas usadas no Brasil, é a que produz menor resposta contra a variante Delta”, afirma o pesquisador, que reitera que a vacina Coronavac foi fundamental para reduzir muito a mortalidade entre os idosos e diminuir casos quando começou a ser usada.

audima