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Estado de Minas NOVO CAPÍTULO DA NOVELA

Cirurgias ginecológicas são retomadas em Contagem após intervenção

Instituto de Gestão e Humanização (IGH), que está sob intervenção da prefeitura, só fazia procedimentos duas vezes por semana. Fila aumentou e problema agravou


13/09/2021 16:51 - atualizado 13/09/2021 17:10

Centro cirúrgico era pouco utilizado e, agora, procedimentos acontecem diariamente
Centro cirúrgico era pouco utilizado e, agora, procedimentos acontecem diariamente (foto: Daniel Rosa/CMI)

 
Em mais um capítulo da novela envolvendo a intervenção no Instituto de Gestão e Humanização (IGH) em Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte, outro gargalo causado pela organização social pode estar prestes a ser resolvido: o de cirurgias ginecológicas.
 
 
O tamanho da fila não foi divulgado oficialmente. Os procedimentos que dominavam a fila de espera são de laqueadura tubária (ligadura de trompa) e a histerectomia (retirada do útero).
 
Cristiane Rosalina de Oliveira, diretora do CMI, explica que, com a gestão do IGH, as agendas para ginecologia eram raras. "As cirurgias ginecológicas concorriam com outras especialidades no Bloco Cirúrgico do Hospital Municipal de Contagem. Havia agendas para ginecologia apenas duas vezes por semana. Agora, temos cirurgias diárias", afirma. 

Balanço da intervenção

Segundo a Junta Interventora, em três meses foi possível quitar a maior parte das dívidas deixadas pelo IGH. Isso foi possível graças a renegociações e  à verba de R$ 15 milhões liberada pela prefeitura para os pagamentos .
 
Os mais de 700 médicos contratados para atuar em toda a rede municipal de urgência e emergência já tiveram os salários acertados, e renegociações foram feitas com 80% dos fornecedores. Medicamentos, suprimentos e reparos de máquinas também estão normalizados, além de reformas e aquisição de novos mobiliários.
 
A intevenção foi anunciada em 9 de junho. Segundo a prefeitura, na época, a medida foi tomada após uma série de cobranças por parte de funcionários e fornecedores. A dívida chegaria a R$ 30 milhões. O instituto não teria mais comprado insumos para o atendimento básico e feito prestações de contas "irregulares".


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