Jornal Estado de Minas

Saúde

População do Noroeste de MG poderá receber atendimento em novo hospital

Patos de Minas e outros 32 municípios da macrorregião noroeste passam a contar com uma Santa Casa de Misericórdia para atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A inauguração aconteceu no último sábado (7/8) e contou com a presença de várias autoridades políticas, incluindo o governador, Romeu Zema (NOVO). O hospital funcionará no prédio do Centro Clínico Universitário, onde estava sediado o Hospital de Campanha. O edifício foi cedido pela Fundação Educacional de Patos de Minas (FEPAM) pelo período de 30 anos.




 
As negociações para a criação da Santa Casa de Misericórdia se iniciaram na gestão do ex-prefeito, José Eustáquio Rodrigues Alves (DEM). O ex-vice-prefeito, Paulo Roberto Mota (CIDADANIA), abriu diálogo com uma organização social, a Pró-Saúde, para gerir a unidade hospitalar. Uma das ideias era arrendar o Hospital São Lucas, que também atendia pelo SUS, contudo as negociações fracassaram. Com a saída de Eustáquio do governo, em dezembro de 2020, a Pró-Saúde foi desligada do projeto e o novo prefeito, Luís Eduardo Falcão (PODEMOS), tomou frente.
 
O empresário, Marco Antônio Nasser de Carvalho, assumiu a presidência da Associação Beneficente Dr. Paulo Borges, mantenedora da Santa Casa de Misericórdia. Em 18 de junho, o Hospital São Lucas, que atendia pelo SUS, anunciou que fechará as portas. Diante da iminência de uma desassistência na saúde pública, o prefeito de Patos de Minas, Falcão, cobrou a rápida abertura do novo hospital.
 
A Santa Casa de Misericórdia está situada na Av. Marabá, 901, bairro Alto dos Caiçaras (foto: Lélis Félix)
 
A prefeitura fará um aporte financeiro de R$ 11 milhões até o final do 2021, o governo estadual destinou R$ 10,75 milhões para a compra de equipamentos e a FEPAM investirá R$ 10 milhões nas obras de ampliação do edifício. A promessa é que a Santa Casa de Misericórdia atenda 100% SUS.




 
Segundo a diretora do novo hospital, Odilene Gonçalves, o atendimento começará na terça-feira (10/8) com leitos exclusivos para COVID-19 (20 UTIs e 12 enfermarias) e leitos convencionais (9 UTIs e 12 enfermarias). “Em setembro nós teremos mais 20 leitos de UTI geral, mais 28 leitos de enfermaria e a medida que a gente tem a ampliação e a construção do quarto e do quinto pavimento, para final de dezembro, com início em janeiro, nós teremos bloco cirúrgico, UTI neonatal e ampliação de leitos de internação” informou ela.
 
Também será instalado um anexo externo para o funcionamento da hemodiálise.
 
Durante discurso, Zema defendeu as organizações sociais e criticou a tentativa de deputados de barrar a terceirização da gestão de hospitais e de escolas (foto: Lélis Félix)
 
Durante pronunciamento, Zema defendeu a gestão de hospitais públicos por organizações sociais e justificou dizendo que na administração pública existe muita burocracia, como o processo licitatório. “A quantidade de novos leitos que será disponibilizada aqui em Patos de Minas demonstra que é possível encontrar solução para esse problema tão sério que temos no atendimento à população. Vamos melhorar os serviços de saúde” afirmou ele.
 
Para o Secretário Estadual de Saúde, Fábio Baccheretti, a conquista do novo hospital é um movimento apartidário. “Esse esforço mútuo, apartidário, é muito importante. Estamos falando de legado, de mudança. Essa região de saúde é considerada como o maior vazio assistencial que temos” afirmou.




 
O prefeito, Luís Eduardo Falcão, agradeceu o recurso destinado pelo governo estadual e revelou que a intenção era usar os R$ 7 milhões do acordo da Vale na Santa Casa de Misericórdia. “Com este apoio do governo do estado, com o apoio da FEPAM e com os recursos da própria prefeitura, inicialmente nós poderemos aplicar os R$ 7 milhões em infraestrutura e em outro tipo de benefício para a população”, pontuou.
 
Ainda durante a visita a Patos de Minas, Romeu Zema inaugurou o segundo tomógrafo do Hospital Regional Antônio Dias (HRAD). A unidade agora passa a contar com dois equipamentos. Por um longo período, os pacientes ficaram sem tomografia porque o aparelho antigo estragou.

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