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Estado de Minas COVID-19

Imunização permite operações


24/07/2021 04:00

Nadjanaira Costa, microempresária:
Nadjanaira Costa, microempresária: "Já tomei uma dose da vacina, fiz as prevenções desde o início da pandemia, mas ir para um hospital pode ser arriscado, não quero me expor" (foto: TÚLIO SANTOS/EM/D.A.PRESS)


O secretário da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), Vagner Rocha, diz que está na hora de retomar as cirurgias eletivas para diminuir o atraso nesse tipo de procedimento em Minas. “A gente tem percebido que com o avanço da imunização, temos uma segurança maior para retomar os procedimentos eletivos. O estado está com uma demanda reprimida de mais ou menos uns cinco anos”, diz.

Segundo ele, os cuidados continuam os mesmos para evitar a proliferação do novo coronavírus. “É sempre importante a gente fazer a avaliação pré-operatória, saber se o paciente teve COVID-19 e qual o grau de complexidade, se ele esteve ou não no CTI. Paciente vacinado tem que esperar pelo menos 30 dias. Se teve COVID-19, ideal é aguardar ao menos um mês também”, afirma Rocha.

De acordo com o cirurgião-plástico, a maioria das cirurgias eletivas na rede pública está ligada a procedimentos ligados à reconstrução, queimadura, violência contra a mulher e má formação congênita. “Medidas e campanhas precisam ser realizadas para diminuir esse tempo de espera e dar um retorno social para o paciente. É uma questão de saúde pública”, avalia, lembrando que a SBCP em Minas Gerais tem projetos para facilitar o acesso do paciente a esse tipo de serviço. Quanto à rede privada, Vagner afirma que as cirurgias eletivas diminuíram bastante, principalmente pelo momento econômico ruim do Brasil com a pandemia. "Já era uma queda esperada, infelizmente", admite.

O Hospital Municipal Santo Antônio, em Cristais, no Centro-Oeste do estado, é uma das unidades que voltou a fazer procedimentos eletivos. Pelas redes sociais, a prefeitura anunciou a disponibilidade de oito intervenções: hérnia, retirada de amígdalas, vasectomia, hemorroidas, vesícula, fimose, lipoma e cisto. Outras pequenas cirurgias também podem ser agendadas.

LIBERAÇÃO NÃO EVITA INSEGURANÇA

A liberação das cirurgias eletivas, ainda não foi suficiente para garantir a segurança e marcação do procedimento da microempresária Nadjanaira Costa, de 54 anos. Ela tem um lipoma no braço esquerdo há cerca de cinco anos e planejou a cirurgia apenas no fim de 2019, mas logo foi suspensa, por causa da pandemia. “Começou pequeno, pensei que fosse uma coisa à toa e fui ao médico, que me pediu para observar o caroço. Mas ele cresceu muito, saiu do punho e foi até o meio do antebraço. Então, voltei na ortopedista no fim de 2019 e comecei a fazer os exames para marcar a cirurgia depois do carnaval de 2020”.

“Aí, veio a pandemia e achamos melhor adiar. Em julho do ano passado, ele falou para olharmos novamente, mas eu não queria arriscar. Acabei não fazendo o procedimento, mas agora o lipoma já está muito grande e quero operar. Apesar de não me dar nenhum desconforto físico, não sei qual sua profundidade e caso cresça mais, a médica tem receio que afete algum músculo ou nervo na hora da retirada. Mesmo assim, ainda não me sinto segura para fazer a cirurgia” conta a empresária.

“Já tomei uma dose da vacina, fiz todas as prevenções possíveis desde o início da pandemia, mas ir para um hospital pode ser arriscado, não quero me expor. Mas vou repetir os exames necessários em agosto e pretendo marcar a cirurgia até o fim deste ano”, completa Nadjanaira.

*Estagiária sob supervisão do subeditor Paulo Nogueira


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