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Estado de Minas COVID-19

ButanVac liberada para teste

Aplicação em voluntários da vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan foi autorizada pela Anvisa e envolve 400 pessoas de total que deve chegar a 6 mil


08/07/2021 04:00 - atualizado 07/07/2021 21:52

Vacina, que pode ser a 1ª totalmente nacional, será administrada em 2 doses, com intervalo de 28 dias (foto: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo - 26/3/19)
Vacina, que pode ser a 1ª totalmente nacional, será administrada em 2 doses, com intervalo de 28 dias (foto: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo - 26/3/19)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou ter autorizado ontem o início da vacinação de voluntários do estudo clínico da vacina ButanVac, imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan e candidato à vacina contra a COVID-19 com produção totalmente nacional. “A decisão foi tomada após reunião entre a equipe técnica da Anvisa com o Instituto Butantan. Durante a reunião, foram apresentados os dados pendentes para o início dos testes”, destacou o órgão em nota.

O protocolo clínico da ButanVac já havia sido aprovado pela Anvisa em 9 de junho, mas ainda havia informações pendentes, especificamente sobre dados relativos à inativação do vírus. A pesquisa clínica de fases 1 e 2 da ButanVac está dividida em três etapas (A, B e C). Agora, está autorizada a etapa A do estudo, que envolverá 400 voluntários. Ao todo, as duas etapas devem contar com a participação de 6 mil voluntários com 18 anos ou mais.

A vacina será aplicada em duas doses, com intervalo de 28 dias entre a primeira e a segunda. O estudo deve ser realizado no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto.

Transmissão 


O gerente de Incidentes da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), Sylvain Aldighieri, afirmou que o Brasil registrou queda nos casos da COVID-19 nas últimas semanas, “mas em quadro ainda elevado”. Durante entrevista coletiva virtual, ele ressaltou a capacidade do país de reduzir transmissões e proteger os mais vulneráveis.

Aldighieri elogiou a “grande capacidade” do país para vacinar muitas pessoas diariamente contra a COVID-19, com seu “sistema de saúde unificado”. Ainda assim, alertou para a importância de o Brasil reduzir as transmissões, assim como as demais nações das Américas.

Além de lembrar que mais de 500 mil pessoas morreram no Brasil devido à doença respiratória, o gerente da Opas disse que a mensagem principal da entidade valia para todos os países da região. O alerta foi para a necessidade de reforço de medidas de proteção contra o coronavírus já sabidas, que controlam a disseminação do vírus, como o uso de máscaras.

No Rio de Janeiro, dados iniciais indicam que os casos de COVID-19 provocados pela variante Delta identificados naquele estado não seriam importados. Ou seja, já estaria ocorrendo a transmissão local da nova cepa – que é mais transmissível que as demais. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) ressaltou, no entanto, que é preciso “aguardar a conclusão da investigação para se ter certeza de que foram transmissões autóctones, ou seja, adquiridas dentro do estado”.

As secretarias municipais de Saúde de São João de Meriti e de Seropédica, na Baixada Fluminense, onde os casos foram identificados, estão conduzindo uma investigação epidemiológica para esclarecer as circunstâncias da infecção. Em São João de Meriti, foi identificado o caso de um homem de 30 anos que não viajou para o exterior nem teve contato com pessoas que tivessem saído do Brasil recentemente. O caso foi identificado no último dia 4, por meio de uma pesquisa genômica aleatória.

Em Seropédica, a variante Delta foi detectada em uma mulher de 22 anos. Ela tampouco viajou para o exterior ou teve contato com algum viajante. Parentes da mulher estão sendo monitorados. Em maio, um caso da variante Delta já havia sido detectado em Campos de Goytacazes, no Norte do estado, mas o homem infectado tinha acabado de voltar de uma viagem de trabalho à Índia, onde a variante foi originalmente detectada.

Balanço 

O número de pessoas infectadas pelo coronavírus desde o início da pandemia subiu ontem para 18.909.037 no Brasil. Em 24 horas, foram registrados 54.022 novos casos de COVID-19. O número de brasileiros que perderam a vida com a doença atingiu 528.540. Entre terça-feira e ontem, as autoridades de saúde confirmaram 1.648 novos óbitos.

Ainda de acordo com o balanço do Ministério da Saúde, havia, até ontem, 1.027.827 de pessoas em acompanhamento, ou seja, grupo cuja condição é observada por equipes de saúde e que ainda pode evoluir para diferentes quadros, inclusive graves da doença. O número de pessoas que se recuperaram da COVID-19 somou 17.352.670.

No rastro da cepa Delta

A Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo informou ontem que monitora 31 pessoas que tiveram contato com a família do homem de 45 anos diagnosticado com a variante Delta, identificada pela primeira vez na Índia. Amostras da mulher dele, que também apresentou sintomas da doença, serão analisadas pelo Instituto Butantan para verificar se ela também foi infectada pela variante. Não será possível fazer o mesmo rastreamento com o enteado e o filho do casal, pois, segundo o prefeito Ricardo Nunes (MDB), o prazo para fazer o sequenciamento genético das amostras deles expirou. De acordo com Nunes, a família mora no entorno da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Belenzinho, na Zona Leste da capital, e respeitou o isolamento social ao ser diagnosticada com o vírus, mas a mulher atua com relacionamento com o público e será necessário investigar se ela teve contato com alguma pessoa que viajou para um local com disseminação da variante.



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