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Estado de Minas MANIFESTAÇÃO

BH: enfermeiros protestam por piso salarial e marcam paralisação para 30/6

Entidades da categoria de todo o país marcaram presença na tarde de manifestações em BH pela aprovação do Projeto de Lei 2.564/2020


14/06/2021 17:45 - atualizado 14/06/2021 19:37

A manifestação na Praça da Estação reuniu apenas os dirigentes dos sindicatos, para evitar aglomerações e respeitar as normas sanitárias(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
A manifestação na Praça da Estação reuniu apenas os dirigentes dos sindicatos, para evitar aglomerações e respeitar as normas sanitárias (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Profissionais de enfermagem do Brasil, representados por 30 entidades sindicais, realizaram uma manifestação em Belo Horizonte, na tarde desta segunda-feira (14/6), com intenção de sensibilizar a população, além de chamar a atenção do Senado para aprovação do Projeto de Lei 2.564/2020, que institui um piso salarial para a categoria, de acordo com a carga horária trabalhada. 
 
Segundo Anderson Rodrigues, presidente do Sindicato dos Enfermeiros de Minas Gerais (Seemg), o ato não reuniu muitos profissionais, apenas os dirigentes dos sindicatos, para evitar aglomerações e respeitar as normas sanitárias.

“Devido à pandemia, nossa divulgação foi mais para os dirigentes dos sindicatos, porque não podemos colocar todos na rua. Tínhamos cerca de 50 pessoas na concentração, representando 30 entidades de todo o país”, disse.
 
A manifestação contou com apoio da Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT/MG), além de entidades de outros estados, como São Paulo, Rio Grande do Sul e Bahia. Todos estão alinhados no objetivo de conseguir a aprovação do PL 2.564/2020, através de uma paralisação programada para acontecer no fim de junho, no dia 30. 
 
“Hoje, nós temos aqui o sindicato de São Paulo, Sergipe, Paraíba, Juiz de Fora, o municipal de BH- Sindibel, são vários para mostrar a nossa união. Seguiremos uma única diretriz, faremos a paralisação de 24 horas, no dia 30 de junho, e se não conseguirmos o nosso objetivo, vamos ter uma greve por tempo indeterminado. Todos os sindicatos que aderiram ao movimento vão ter a mesma ação”, explica Anderson. 
 
Segundo o presidente do Seemg, as áreas afetadas pela paralisação não ficarão completamente sem assistência, inclusive as alas de COVID-19 dos hospitais, que terão 100% da escala em funcionamento. 
 
“As áreas de COVID, como UTI e enfermarias, não serão afetadas pela paralisação. Já as áreas hospitalares, como pronto-socorro e bloco cirúrgico, serão com 50% da categoria trabalhando. Enquanto a parte primária (enfermeiros de policlínicas e Estratégia Saúde da Família) ficarão com 30% da escala. Os CTIs gerais também não serão afetados”, disse.
 
A programação desta segunda incluiu uma carreata que saiu da Praça da Estação, Centro de BH, até a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), na Região Centro-Sul da cidade.

Os manifestantes foram recebidos pelo presidente e vice da Comissão de Saúde, deputado João Vítor Xavier (PSDB) e deputado Dr. Jean Freire (PT), respectivamente, além da vereadora Duda Salabert (PDT). E a eles foram entregues um ofício comunicando a paralisação e a solicitação de moção em apoio ao PL 2564/2020. 
 
“Entregamos o ofício da paralisação e uma solicitação de moção em apoio ao PL. Além disso, pedimos que a Casa cobrasse do Rodrigo Pacheco (presidente do Senado) o motivo que ele não está colocando em votação esse PL. Com apoio das Casas de Minas, tanto da municipal de BH quanto da Legislativa, a expectativa é ter um assistência maior para cobrança no Senado”, disse Anderson Rodrigues.
 
Em uma rede social, João Vítor Xavier manifestou apoio aos pedidos da categoria.
 

 
Com a paralisação, as entidades esperam também ter apoio da população e serem ouvidas pelos políticos, mas deixam claro que não irão desamparar os pacientes.

“Temos uma organização muito alinhada com todas as entidades para darmos tranquilidade aos trabalhadores na paralisação, ao mesmo tempo que damos assistência aos usuários, evitando que fiquem desassistidos. Isso vale tanto no sistema público, quanto privado. Hoje também tivemos uma resposta muito boa da população, as pessoas passavam por nós e iam buzinando. Esperamos que todos consigam entender nosso objetivo”, afirma o presidente do Sindicato dos Enfermeiros de Minas Gerais. 
 
*Estagiária sob supervisão da editora-assistente Vera Schmitz


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