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Estado de Minas COVID-19

Novo passo na flexibilização

PBH autoriza funcionamento de clubes e feiras, abertura de padarias e supermercados aos domingos e extensão do horário de bares e restaurantes


07/05/2021 04:00 - atualizado 06/05/2021 23:01

Padarias deixam a fase de restrição à abertura imposta em março, a primeira desde o início da pandemia, e voltam a funcionar aos domingos (foto: Ramon Lisboa/EM/D.A Press)
Padarias deixam a fase de restrição à abertura imposta em março, a primeira desde o início da pandemia, e voltam a funcionar aos domingos (foto: Ramon Lisboa/EM/D.A Press)

Supermercados e padarias poderão funcionar aos domingos, a partir do próximo, dedicado ao Dia das Mães. Essa é uma das medidas de flexibilização das atividades econômicas de Belo Horizonte anunciadas ontem pelo prefeito Alexandre Kalil (PSD). Clubes de lazer e das feiras ao ar livre também voltam à ativa. Bares e restaurantes continuam impedidos de funcionar no primeiro dia da semana, mas terão autorização para funcionar por sete horas de segunda-feira a sábado, e não mais as quatro previstas no decreto anterior: a abertura para consumo interno está agora autorizada das 11h às 19h. Retirada no local e entrega em domicílio continuam autorizadas, sem restrição de dia e horário.

A decisão foi comunicada na manhã de ontem, em entrevista coletiva na sede da prefeitura, com presença de secretários e dos infectologistas que integram o comitê de enfrentamento ao coronavírus. Padarias voltam a funcionar das 5h as 22h aos domingos. Demais serviços associados ao ramo da alimentação, como açougues, pizzarias, mercearias e armazéns, das 7h às 21h. Lojas de materiais de construção e tinta, entre outras, também voltam a abrir aos domingos.

''Brevemente, se Deus quiser e os números continuarem caindo, vamos ampliar mais e mais, ou poderemos estar aqui fechando e lacrando a cidade toda''

Alexandre Kalil (PSD), prefeito de BH


A decisão frustrou lojistas de segmentos não essenciais, que esperavam abrir no Dia das Mães e bares e restaurantes (leia texto nesta página). Ainda ontem, a  Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) enviou ofício à PBH solicitando o funcionamento facultativo do comércio da capital no próximo domingo. De acordo com a entidade, a reivindicação toma como base a queda dos três indicadores utilizados como parâmetro para a flexibilização das atividades.

Na coletiva em que anunciou as medidas, Kalil destacou a tentativa da prefeitura de dar mais fôlego ao setor, apesar da restrição dominical.  “Nós estamos ampliando o horário (de bares e restaurantes) para compensar. Brevemente, se Deus quiser e os números continuarem caindo, vamos ampliar mais e mais, ou poderemos estar aqui fechando e lacrando a cidade toda”. O prefeito fez ainda um apelo à responsabilidade de todos nesse momento de flexibilização. “A todos os comerciantes, a todas as associações de bares, restaurantes, lojas, feiras, vocês vão ditar se a cidade vai continuar reabrindo ou vão fechar”, disse. “Do mesmo jeito que reabrimos, vamos fechar – isso não tenham dúvidas, nós não vamos tomar gol aos 45 minutos do segundo tempo, onde, infelizmente, a vacina chega a passos de a tartaruga mas chega”, completou.

O prefeito destacou ainda o papel da fiscalização. “Nós estamos com a fiscalização atenta e vamos continuar, faço um agradecimento, como sempre fiz, à Polícia Militar de Minas Gerais, ao comando da Polícia Militar, ao meu Gabinete Militar, ao comando-geral da capital, que também é polícia do estado, pela grande colaboração que tem dado junto à Guarda Municipal, junto à Vigilância Sanitária, junto à Política Urbana”, disse.

E antecipou comentário a possíveis reações negativas: “Fiscalização não é tirania, fiscalização é responsabilidade. Que não me venham com papo de tirania, com papo de quem não cuida.”

O funcionamento de supermercados e padarias foi suspenso aos domingos em março, a fim de estimular o isolamento social na capital mineira. No período, os hospitais estavam com 100% de ocupação de leitos de unidades de terapia intensiva (UTIs) destinadas ao tratamento da COVID-19.

VAIVÉM DOS NÚMEROS 


No dia em que Kalil anunciou mais uma flexibilização das atividades em Belo Horizonte, a cidade registrou nova queda nos três indicadores que orientam o comitê de enfrentamento ao novo coronavírus na retomada das atividades.  É a quarta vez nesta semana que os parâmetros usados pela prefeitura caem, o que significa um fôlego a mais para o município no enfrentamento à COVID-19.

A ocupação de leitos de UTI, que esteve acima de 100% entre março e abril, caiu para 74,2%. O percentual, no entanto, mantém a classificação na zona de alerta vermelha, considerada a mais perigosa. Já a ocupação das enfermarias caiu de 53,5% para 52,8% ontem, aparecendo na zona de alerta amarelo (intermediário). A PBH oferece hoje 1.165 leitos clínicos na rede pública para os pacientes com o coronavírus – a ocupação está em 54,9%. Já os hospitais privados dispõem de 873 vagas, sendo que 49,9% estão ocupados.

Conforme foi antecipado pelo secretário municipal de Saúde, Jackson Machado, o número de transmissão por infectado caiu de 0,95 para 0,93. O indicativo mensura a quantidade de pessoas com o vírus que podem contaminar outras. Pelos dados divulgados pela prefeitura, atualmente 100 pessoas infectadas transmitem a COVID-19 para outras 93.

CASOS E MORTES 

Foram registrados 28 óbitos em decorrência da COVID-19 entre ontem e quarta-feira em BH. A cidade já perdeu 4.473 vidas para a doença, com 183.824 casos desde o início da pandemia. Novos 1.388 novos casos foram notificados. A prefeitura informa que mais de 170 mil pessoas já se curaram do coronavírus.

Feira Hippie também reabre


A Feira de Artesanato da Afonso Pena, mais conhecida como Feira Hippie, também poderá voltar a funcionar a partir do Dia das Mães. Também as feiras livres organizadas pelo Executivo, como as das avenidas Afonso Pena e Carandaí estão liberadas. A Feira Hippie, que em situações normais recebe cerca de 80 mil visitantes, emprega mais de 30 mil pessoas, direta e indiretamente, e responde por 0,4% do Produto Interno Bruto da cidade,  não funciona desde 10 de janeiro. Os feirantes comemoram a retomada. "Estávamos ansiosos, muitos estão passando necessidade. Precisamos voltar aos trabalhos", disse Lúcio Antônio Louzada, de 59 anos, que trabalha no setor infantil há  48 anos.  "Domingo, às 2 da manhã, estarei lá", disse.  A montagem começa logo cedo.  Mas o funcionamento ocorre entre 7h e 14h.

O QUE MUDA

Confira o que volta a funcionar  ou tem novos horários

Restaurantes, lanchonetes, cantinas, sorveterias, bares e similares, inclusive no interior de galerias e shoppings, além de food trucks, e com consumo no interior passam a abrir de segunda a sábado, das 11h às 19h, com permissão de bebida alcoólica. Não há restrição de dia e horário para delivery e retirada no local.

Clubes de lazer: todos os dias, sem restrição de horário

Feiras: no horário licenciado

Padarias: podem abrir durante toda a semana, inclusive aos domingos, das 5h às 22h. O consumo de bebidas alcoólicas no local deve observar as restrições dos demais serviços de alimentação

4 Comércio varejista de laticínios e frios, açougues e peixarias, hotifrutigranjeiros, minimercados, mercearias e armazéns: todos os dias, entre 7h e 21h

Supermercados e hipermercados: todos os dias, entre 7h e 22h

Materiais de construção: todos os dias, entre 7h e 21h



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