Jornal Estado de Minas

PANDEMIA

COVID: BH fecha abril com indicadores em alerta e recorde de casos e mortes

 

O pior mês da pandemia: em abril, Belo Horizonte bateu recordes de casos e mortes por COVID-19, conforme números do boletim epidemiológico e assistencial da prefeitura. Ao mesmo tempo, o período termina sem que nem sequer um dos três principais indicadores estejam na zona controlada da escala de risco.





 

 

 

No quarto mês de 2021, a capital registrou 1.105 mortes pela doença. O número de casos registrados é de 34.494. Os recordes anteriores eram, respectivamente, 493 e 32.477 (março/2021).

 

Atual cenário dos indicadores da pandemia em BH (foto: Janey Costa/EM/D.A Press)
 

 

Agora, a capital mineira soma 4.329 óbitos e 177.432 casos. Em relação ao boletim anterior, os dados aumentaram em 34 e 1.403, respectivamente.

 

Em relação aos indicadores, dois recuaram e outro se manteve estável nesta sexta (30/4). A taxa de ocupação dos leitos de UTI recuou de 78,9% para 78,1%, mas se mantém na zona crítica da escala de risco desde 25 de fevereiro.





 

 

 

A taxa de ocupação das camas de enfermaria também diminuiu. O indicador caiu de 60,3% para 58,3% e continua na fase de alerta, entre 50 e 70 pontos porcentuais.

 

Também na zona intermediária está o número médio de transmissão do novo coronavírus por infectado. A estatística ficou no mesmo limiar do boletim da véspera: 1,01.

 

 

 

Portanto, a cada 100 pessoas vítimas da pandemia em BH, em média, mais 101 se infectam pelo vírus. O dado tem apresentado altas nos últimos balanços, mesmo antes do impacto da flexibilização do comércio influenciar efetivamente os números, fato que só vai acontecer em 6 de maio.

 

Isso porque a reabertura aconteceu no último dia 22. Como a janela de infecção do vírus gira em torno dos 14 dias, só na próxima semana poderá ser feita essa avaliação.





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