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Estado de Minas FLEXIBILIZAÇÃO

CDL lista '10 razões' para a PBH reabrir comércio da cidade

Entidade aponta que isolamento social na cidade não aumentou com restrição do comércio e ressalta queda nos indicadores nos últimos boletins


14/04/2021 20:55 - atualizado 14/04/2021 21:16

Os primeiros pontos abordados pela entidade são os indicadores da pandemia(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
Os primeiros pontos abordados pela entidade são os indicadores da pandemia (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)

 

A Câmara dos Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) divulgou, nesta quarta (14/4), uma lista com "10 razões que permitem a reabertura do comércio" da capital mineira. O documento veio a público depois que a prefeitura anunciou que vai aguardar até esta sexta (16/4) para definir se haverá ou não flexibilização.

 

Os primeiros pontos abordados pela entidade são os indicadores da pandemia. A CDL/BH ressalta que a transmissão do coronavírus está na zona controlada, a ocupação dos leitos de enfermaria está na área de alerta e a taxa de uso das vagas de UTI está na fase crítica.

 

Ou seja, ao contrário do quadro de duas semanas atrás, quando todos os dados estavam no estágio grave. Quanto as UTIs, a CDL destaca que o indicador está em “ritmo de queda”.

 

A entidade empresarial também aponta que o isolamento social em BH se manteve na faixa dos 45% durante toda restrição do comércio, “o que comprova de maneira evidente que o comércio não é o responsável por aglomerações”.

 

Outros dois fatores ressaltados pela CDL/BH são a “ampliação de 99,5%” no número de leitos de UTI e de 55% no total de vagas de enfermaria para pacientes com COVID-19 na capital mineira desde o início de março.

 

A Câmara dos Dirigentes Lojistas também aponta que a vacinação na capital mineira, apesar de não estar “no ritmo desejado”, está num “patamar um pouco acima da média de Minas Gerais e do país”.

 

Além desses pontos, a CDL enumera mais duas justificativas: as campanhas de conscientização da entidade junto aos lojistas e a colaboração do comércio “na preservação da saúde das pessoas”.

 

O nono ponto ressaltado pela entidade é aproximação do Dia das Mães. “Nos últimos 13 meses, já tivemos sete datas comemorativas. Dessas, cinco passamos de portas fechadas e outras duas funcionando com restrições”, justifica a CDL.

 

“Os justos não podem pagar pelos pecadores”, assim a entidade empresarial resume a situação da pandemia em BH. Segundo a CDL, a alta dos indicadores é puxada “pelo transporte público lotado, pelas festas clandestinas e pelas aglomerações irresponsáveis”.

 

Prefeitura adia decisão

 

Nesta quarta, o Comitê Extraordinário de Enfrentamento à COVID-19 da prefeitura se reuniu. Os infectologistas Unaí Tupinambás, Estevão Urbano e Carlos Starling e o prefeito Alexandre Kalil (PSD), porém, decidiram adiar a definição para esta sexta (16/4).

 

Um dos fatores apontados pela prefeitura pela indefinição é a falta de medicamentos primordiais para tratamento de pacientes com COVID-19 na capital.

 

“A decisão ainda não foi tomada, a reunião continua amanhã (quinta, 17/4) também. São muitos fatores envolvidos nisso, a falta de medicamentos é apenas um deles e também os números, as tendências, não estão muito claras pra gente”, afirmou Estevão Urbano.

 

“É preciso um pouco mais de conversa, de entendimento das tendências da estatística que estamos acompanhando e está demandando mais tempo. A decisão pode sair amanhã ou sexta... vai depender muito dos números e da nossa avaliação como um todo”, completou o infectologista.

 

Estevão reforça que a falta de remédios atrapalha em muito a possibilidade de flexibilizar as restrições. “Há o receio de que nós fiquemos sem os medicamentos para intubação, para manutenção do paciente em sedação, eventuais cirurgias, antibióticos para eventuais infecções que acontecem muito nesses pacientes”, disse o médico.

 

O que é um lockdown?

Saiba como funciona essa medida extrema, as diferenças entre quarentena, distanciamento social e lockdown, e porque as medidas de restrição de circulação de pessoas adotadas no Brasil não podem ser chamadas de lockdown.


Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas


 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


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