Jornal Estado de Minas

COVID-19

Polícia ouve filho de falsa enfermeira que realizou suposta vacinação

O filho da falsa enfermeira que realizou suposta vacinação irregular contra COVID-19 em garagem de empresa de ônibus em BH presta depoimento à Polícia Federal (PF) na tarde desta segunda-feira (5/4) no Bairro Gutierrez, na Região Oeste da capital mineira.



A suspeita da PF é de que ele seja o responsável pelo recebimento dos pagamentos, que ocorriam, muitas vezes, via PIX, o que vai facilitar as investigações.

No sábado (3/4), a Justiça concedeu liberdade provisória a Cláudia Mônica Pinheiro Torres de Freitas. A decisão foi proferida pela desembargadora Ângela Catão, do Tribunal Regional Federal (TRF-1).

Com isso, Cláudia deixou a Penitenciária de Belo Horizonte I (Estevão Pinto) no fim da tarde de sábado. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública.



Soro em vez de vacina


Diligências feitas pela Polícia Federal encontraram na casa de Cláudia de Freitas ampolas de soro fisiológico. A suspeita é que era isso que vinha sendo aplicado nas pessoas que contratavam seus serviços.

Ela foi levada para a Penitenciária Estevão Pinto na noite de terça (30/3) e a prisão temporária foi convertida em preventiva.

A polícia suspeita que ela vinha agindo desde o início de março.

Na ocasião, as autoridades constataram que a mulher, que na verdade é uma cuidadora de idosos, atendia também em domicílio.

De acordo com as investigações, um dos bairros em que ela mais fez "atendimentos" – em casas e apartamentos – foi o Belvedere, de classe alta, no Centro-Sul de BH.

audima