Jornal Estado de Minas

IMUNIZAÇÃO

Vacinação da COVID-19 em idosos em BH tem pouca procura nesta segunda

Marcada por aglomerações no final de semana, a imunização de idosos de 86 a 89 anos em Belo Horizonte começou bem mais tranquila na manhã desta segunda-feira (15/2). Em boa parte dos postos de saúde, o movimento era baixo.





Funcionárias do Centro de Saúde Providência, Região Norte de BH, já estavam à disposição para vacinar qualquer idoso na faixa etária da prioridade. Os trabalhos foram iniciados às 7h30, mas até o momento nenhum idoso havia chegadoninguém para tomar a primeira dose da CoronaVac.

 

O quadro é praticamente oposto ao registrado no sábado (13/02), quando o posto precisou iniciar os trabalhos antes do horário programado pela prefeitura porque houve aglomeração na porta da unidade logo cedo.

 

Segundo a enfermeira do posto, Daniela Burle, de 24 anos, cada frasco da vacina vale para 10 doses. No período da tarde, elas precisaram sair para imunizar mais idosos para não haver disperdício devido ao período de validade de 6 horas após a abertura do frasco.





 

"Nós vacinamos 140 pessoas até o fim da campanha no sábado, mas acredito que ao longo da semana o movimento vai ser mais tranquilo porque no período da tarde da campanha tivemos pouca demanda", afirmou Daniela.

No Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE), na Região Centro-Sul de BH, foi separada uma sala especial somente para a vacinação da COVID-19. O movimento na manhã desta segunda (15) também está tranquilo, sem fila e sem demora para atendimento.

 

Auderico Campos, de 86 anos, veio ao CRIE acompanhado da filha, Cecília Campos. "Além da minha idade, tenho várias comorbidades. Então é um alívio vir tomar a vacina depois de tanto tempo dentro de casa", comemorou.



Maria Aparecida Torres, de 86, veio no posto vacinar e recebeu a primeira dose dentro do carro, já que tem dificuldade de locomoção. A filha, Regina Torres, de 57, disse que apesar da ansiedade da mãe, preferiu aguardar. "Eu falei com ela para esperar um pouco porque estava tendo aglomeração no fim de semana. Não adianta correr, todo mundo vai conseguir vacinar", ressaltou.

Já Raquel Vieira, de 59. levou os pais para receberem a primeira dose da vacina. O pai, Waldir Vieira, de 86, não gosta de agulha, mas disse que não sentiu dor. "Entre a vacina e a guerra dentro de casa, eu prefiro a vacina", brincou. A esposa, Francisca Santos, de 86, também recebeu o imunizante.

No Centro de Saúde Marco Antônio de Menezes, Região Leste de Belo Horizonte, o movimento também era tranquilo e sem demora para atendimento. Roberto Araújo, de 88, foi vacinar e comentou sobre a expectativa após a segunda dose. "Tô muito feliz, agora é aguardar a próxima para ficar mais aliviado", disse.





DIFICULDADES

 

Hélio Ribeiro, que foi levar o pai,  de 89 anos, e a mãe, de 86, para vacinar, afirmou ter enfrentado dificuldades para conseguir vacina para o pai. "Não consegui cadastro no site e liguei no 156 da Prefeitura. Me mandaram vir até o posto nesta segunda-feira (15/02), passei em dois e nenhum autorizou aplicação da vacina no meu pai", relatou.

 

Ele chegou no Centro de Especialidades Médicas, no Bairro Funcionários, e, após muita insistência, conseguiu a autorização para aplicação da vacina.

 

 

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