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Estado de Minas LUTO

Família tenta retorno de corpo de estudante mineiro morto no Paraguai

Jovem de Uberaba, que estudava medicina e trabalhava como motorista, foi carbonizado no próprio veículo


20/11/2020 16:43 - atualizado 20/11/2020 17:09

Paulo Rezende Vilela Neto estudava medicina no Paraguai(foto: Reprodução)
Paulo Rezende Vilela Neto estudava medicina no Paraguai (foto: Reprodução)
"Estamos fazendo tudo de longe. Ninguém quer ir ao Paraguai com uma situação dessas. Perdi meu irmão, que foi assassinado. Estamos arrasados”. As palavras são de Rafael Rezende Vilela, irmão do estudante de medicina, de Uberaba, Paulo Rezende Vilela Neto, que foi assassinado no último sábado. Seu corpo foi encontrado carbonizado, no porta-malas do carro que usava para trabalhar, com o transporte de brasileiros que viajariam ao Brasil ou chegassem ao Paraguai, ou mesmo, estivessem vivendo naquele país. 


Ele estudava na Universidad Autonoma de San Sebastián e morava na localidade em que foi assassinado, Mariano Roque Alonso. A família, segundo Rafael, ainda está chocada. “A gente já tinha planos para o Natal. Ele viria pra casa. Já tínhamos comprado a passagem dele. Mas não teremos um Natal feliz. Ele não vem mais”.  E de longe, de Uberaba, a família tentar resolver a liberação do corpo. “Nós não queremos ir lá. Não para uma situação dessas. Não temos mais a alegria do Paulo. Então, estamos tentando fazer o possível para liberar o corpo”, diz Rafael.

A primeira providência, segundo ele, foi entrar em contato com o Consulado Brasileiro, em Assunção. “Estamos fazendo tudo de acordo com as informações do consulado. Liberar o corpo e cremá-lo, como decidimos, custa caro. Estamos providenciando essa parte.”

Um amigo de Paulo e da família, que também estudava no Paraguai foi nomeado por eles, segundo Rafael, para cuidar de tudo. “Enviamos a documentação para esse amigo, e também dinheiro. Ele está credenciado, por nós, a família, para solucionar tudo. Enviamos dinheiro referente à cremação e ao transporte até Uberaba.”

A expectativa maior, segundo o irmão, é pelo esclarecimento do crime. “Queremos saber o que aconteceu. Porque o Paulo foi morto. Estamos em contato também com a polícia paraguaia. Estamos ajudando com informações sobre como era o Paulo, que esperamos ajudar nas investigações.” Ele diz que nesse primeiro momento, várias hipóteses estão sendo levantadas. Mas tem uma que não bate, o envolvimento com drogas. Isso, ele não tinha. Ele estudava muito e trabalhava muito também. Existe um motivo, que esperamos que seja detectado e que os culpados sejam presos e paguem pelo crime que cometeram.


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