Jornal Estado de Minas

PANDEMIA

COVID-19: Uberaba registra aumento do número de mortes pelo terceiro mês consecutivo

Em outubro, no município de Uberaba, no Triângulo Mineiro, 62 pessoas morreram vítimas da COVID-19, sendo o mês com o maior número de óbitos ocasionados pela doença. Em agosto, conforme boletim epidemiológico da cidade, foram registradas 37 mortes. Já no mês de setembro, 48 pessoas perderam a vida devido ao novo coronavírus.



Por outro lado, seis pessoas morreram vítimas da COVID-19 na cidade nos últimos 10 dias, sendo que em 20 dias do mês de outubro foi o ápice do número de mortes (56). No total em Uberaba foram 207 mortes causadas pela doença.

Diante disso, no início do mês de outubro foi criada uma comissão para investigar os motivos que levaram a esse aumento do número de mortes no município entre os meses de agosto e setembro. Segundo a Secretária Municipal de Saúde, o objetivo da Comissão é realizar uma avaliação pormenorizada dos detalhes envolvidos nos óbitos dos pacientes.

Comitê apresenta cenário da COVID-19

 
No final da semana passada o Comitê Técnico Científico de Enfrentamento à COVID-19 em Uberaba se reuniu com representantes de diversos segmentos para apresentar dados do cenário da COVID-19 na cidade. Entre os segmentos presentes na reunião estava a ACIU, CDL, FIEMG, associações de hotéis, Sindicato Rural, universidades e escolas, entre outros.



O prefeito Paulo Piau (MDB), presidente do comitê, disse que o objetivo da reunião foi esclarecê-los sobre a situação do município frente a pandemia, bem como chamá-los para a coresponsabilidade de manter as medidas sanitárias para evitar o retrocesso nessa flexibilização. "Cada um deve se conscientizar que a pandemia ainda existe e que cada um deve fazer a sua parte para manter essa abertura dos estabelecimentos, seguindo as medidas de distanciamento, higiene e uso da máscara", destacou Piau.

O secretário de Saúde Iraci Neto, informou que, segundo os dados apresentados pelo comitê, Uberaba nunca ultrapassou os 50% de ocupação de leitos de enfermaria e UTI. "Os números em diversos eixos epidemiológicos, financeiros, assistenciais e estatísticos estão decrescendo e não podemos desvincular os segmentos. As decisões são tomadas em cadeia, pois se fechamos ou abrimos um setor, ele reflete nos outros", avaliou.

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