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Estado de Minas ENSINO NA PANDEMIA

Contrariando estatísticas, colégio é inaugurado em plena pandemia em Contagem

Proposta de ensino com plataforma digital do Guidon, inaugurado em agosto, visa superar os desafios impostos pela COVID-19


21/10/2020 18:11 - atualizado 27/10/2020 15:20

Escola inaugurada durante pandemia aposta na tecnologia e protagonismo dos alunos (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
Escola inaugurada durante pandemia aposta na tecnologia e protagonismo dos alunos (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
Durante a pandemia, o ensino remoto tornou-se rotina na vida de pais, responsáveis e alunos. As aulas pela internet foram uma das poucas opções que restaram às escolas, e trouxeram tanto avanços quanto insatisfação. Para muitos, a palavra-chave nesses momentos difíceis é adaptação, mas, para outros, o lema é reinventar-se. 

"A pandemia só ajudou a explicitar a crise que o ensino tradicional já vivia", afirma Luiz Moreira, professor e presidente da Mantenedora do Colégio Guidon, inaugurado em agosto, em Contagem, na Região Metropolitana de BH (RMBH). "A educação tradicional foi concebida para os pais dos alunos, não para os alunos de hoje", complementa o professor. 
 
Uma das queixas de professores sobre as aulas remotas, é a dificuldade em manter a atenção, o interesse e a produtividade dos alunos em um ambiente virtual de aprendizagem. Mas, para Luiz Moreira, a responsabilidade tradicionalmente colocada sobre o professor é irreal. "É exigida uma performance do professor, como se ele fosse um ator. E o fracasso da educação também se tornou culpa quase exclusiva do professor", complementa.  

Para a professora, pesquisadora e extensionista, Ana Rosa Vidigal, a pandemia está sinalizando uma mudança na relação entre professor e aluno. "Em muitos casos, professores e alunos estão se tornando mais parceiros. Professores sentiram a necessidade de convidar os alunos a participarem do planejamento e condução das atividades". 

Ainda de acordo com a especialista em educação, as aulas remotas exigiram dos educadores um esforço em ampliar as discussões com recursos tecnológicos e outros instrumentos que potencializem o envolvimento e a aprendizagem. 

O professor Luiz Moreira também chama a atenção para a necessidade em abraçar e saber usar a tecnologia em ambientes virtuais e também em sala de aula. "No ensino tradicional, o professor perde grande parte do tempo da aula com a exposição do conteúdo. A tecnologia aumenta o tempo de discussão do conteúdo, e ainda possibilita que os alunos tragam suas descobertas e temas de interesse para a aula", explica.  

Segundo Ana Rosa, uma das lições aprendidas com a pandemia é que os espaços de aprendizagem devem ser ampliados e ressignificados. "Antes, o espaço era restrito à sala de aula. Acredito que haverá estações de conhecimento, ou seja, espaços determinados para dinâmicas e conhecimentos específicos", afirma. 

"Estamos propondo um colégio sintonizado com as transformações tecnológicas", diz Luiz Moreira. "A tecnologia deve ser vista como uma linguagem educacional. Havia a ideia de que a tecnologia iria produzir uma geração alienada, isso não é verdade", complementa o professor. 

 
600 vagas

 
O grupo educacional implantou o Guidon com aproximadamente 600 vagas para os níveis fundamental e médio, com investimentos de R$ 4 milhões. O colégio é uma parceria da Faculdade de Direito de Contagem (FDCON) com o educador Francisco Morales, que durante 20 anos esteve à frente do Colégio Santo Agostinho. As matrículas pra 2021 já estão abertas.

 



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