Jornal Estado de Minas

CRIME

Autor de sequestro-relâmpago no Bairro Céu Azul, em BH, é preso

Um sequestro-relâmpago acaba de ser esclarecido pela Polícia Civil, que prendeu, na manhã desta quarta-feira (21), o suspeito de um fato ocorrido há 71 dias.

Eram 10h de 10 de agosto, quando uma mulher de 32 anos foi surpreendida, no Bairro Céu Azul, na Região da Pampulha, em Belo Horizonte. Um homem encostou uma faca em seu pescoço, quando ela estava parada no semáforo da Rua Antônio José dos Santos. Ele a obrigou a passar para o banco do passageiro e assumiu a direção.



Depois de sair do local, parou numa rua erma e amarrou a vítima com fita adesiva, colocando-a no porta-malas. Antes disso, pegou seu cartão bancário e a obrigou, mediante ameaça de que iria matá-la, a passar a senha.

Com a mulher no porta-malas, ele foi até um caixa eletrônico e sacou R$ 500. Em seguida, foi com o carro até a Avenida Eduardo Brandão, no Bairro San Remo, em Ribeirão das Neves, onde abandonou a mulher, ainda amarrada com fita adesiva. Logo depois, abandonou o veículo na Avenida Denise Cristina da Rocha, em Justinópolis, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Foram duas horas de pânico vividas pela vítima.

A prisão

Na manhã desta quarta-feira, a Polícia Civil cumpriu mandado de prisão contra um homem de 25 anos. “Ele entrou, colocou a faca na barriga da vítima e determinou que ela se dirigisse até uma rua erma. Lá, ele prendeu as mãos da vítima usando um rolo de fita, amordaçou-a com a blusa de frio dela e a colocou no banco do passageiro. Em seguida, desceu do banco de trás e a empurrou para o porta-malas, assumindo a direção”, diz o delegado José Olegário, da 2ª Delegacia de Polícia Civil em Venda Nova, pertencente ao 1º Departamento de Polícia Civil em BH, que coordenou as investigações.

“Ele obrigou a vítima a passar-lhe a senha e se dirigiu ao banco para fazer um saque. Depois, ele ameaçou a vítima e se dirigiu até a cidade de Ribeirão das Neves, abandonando-a. Em outra rua, ele deixou o veículo e saiu andando com as compras que a vítima havia realizado antes de ser abordada”, detalhou o delegado.

As investigações, segundo José Olegário, prosseguem, pois existem suspeitas de que o suspeito seja autor de outros crimes semelhantes.



audima