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Estado de Minas Fábrica clandestina

Falsa linha de montagem de peças automotivas é estourada pela polícia em BH

Apreensões aconteceram em decorrência da segunda fase da Operação Lux


07/10/2020 18:47 - atualizado 07/10/2020 19:22

(foto: PCMG/Divulgação )
(foto: PCMG/Divulgação )
Uma fábrica clandestina de falsificação de peças automotivas, montada no Bairro Liberdade, em Belo Horizonte, foi descoberta e fechada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (7), durante a realização da segunda fase da Operação Lux, que tem como objetivo desarticular uma quadrilha especializada nesse tipo de crime.



Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em BH e Contagem. Numa casa em que se pensava ser uma residência, funcionava uma verdadeira fábrica, com maquinário utilizado na falsificação e distribuição de peças automotivas. Tudo foi apreendido. Existe a suspeita de que a quadrilha tem ramificações em São Paulo.


Os trabalhos foram coordenados pela Delegacia Especializada de Investigação de Crimes Contra a Ordem Tributária, sob o comando do delegado Marlon Pacheco. 

(foto: PCMG/Divulgação )
(foto: PCMG/Divulgação )
Segundo o delegado, até o momento oito suspeitos já foram ouvidos. Na operação de hoje, um homem, que é do ramo de peças de veículos automotivos, foi preso. Ele residia em um apartamento que fica logo acima da oficina de falsificação.

Marlon Pacheco diz que a quadrilha comprava peças de má qualidade e as remarcava, como se fossem de fábricas de marcas famosas. Estas, na maioria rolamentos, pastilhas de freio e velas, eram revendidas ao mercado normalmente.
 
(foto: PCMG/Divulgação )
(foto: PCMG/Divulgação )
 
“As investigações tiveram início em 28 de agosto do ano passado, depois que recebemos a queixa com as suspeitas de fábricas de veículos, de que produtos adulterados estavam chegando ao mercado. As fábricas, normalmente, fazem o controle de qualidade de suas peças. A partir disso eles descobriam as falsificações”, afirma o delegado.

Ele acredita que existem muitos outros envolvidos e espera desbaratar toda a quadrilha em breve. “No local de hoje, a residência era usada como uma verdadeira linha de montagem. As peças eram desembaladas, depois remarcadas, novamente embaladas e colocadas à venda. Estamos atrás de outros envolvidos.”


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