Jornal Estado de Minas

Começa julgamento de advogado acusado de tentar matar a ex no Buritis



Teve início às 10h o julgamento do advogado Demétrio Antônio Vargas de Mattos, acusado de tentativa de feminicídio contra a ex-companheira em abril de 2017 no Bairro Buritis, na Região Oeste de Belo Horizonte. O júri popular acontece no 1º Tribunal do Júri da capital. 





Houve atraso de uma hora. Por volta das 11h, a vítima prestava depoimento. O júri é composto por quatro mulheres e três homens. 

A sessão é presidida pelo juiz Leonardo Vieira Rocha Damasceno. A acusação é representada pela promotora Denise Guerzoni Coelho, com a advogada Isabel Araújo Rodrigues como assistente. Os advogados Jamilla Monteiro Sarkis e Leonardo Augusto Marinho Marques estão na defesa. 

A vítima, que é assistente de escritório, foi agredida dentro de casa. O motivo, conforme apuração da época, foi o término do namoro. A mulher quis colocar um fim ao relacionamento após descobrir que Mattos era muito possessivo e violento. A vítima, que tinha 41 anos na época, foi espancada com socos e chutes, que resultaram em 31 lesões no rosto e pescoço.

O crime foi em 1º de abril e o advogado foi preso no dia 5. Na época, a delegada Amanda de Menezes Curty indiciou o homem por tentativa de feminicídio por conta da natureza das agressões





No dia em que Demétrio espancou a ex-companheira, ele havia ligado para ela e dito que iria à casa dela para pegar alguns pertences pessoais que lá estavam. A vítima então desceu à portaria com a uma sacola, para entregá-los, quando foi surpreendida por uma rasteira dada pelo agressor. Ela caiu na calçada e ele começou a agredi-la com vários socos e chutes no rosto. Moradores que presenciaram a cena contaram à Polícia Militar (PM) que o homem “pisava na cabeça da vítima e a batia sobre o meio-fio do passeio. 

Segundo a delegada, as testemunhas disseram que ele só saiu do local depois que os vizinhos prestaram o socorro, o que mostra que a intenção dele seria realmente prosseguir com a as agressões”, disse ao Estado de Minas na época. Por causa dos ferimentos, a mulher perdeu os sentidos e ficou dois dias internada no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII.


audima