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Estado de Minas Fatalidade

Menino de 11 anos morre depois de ser picado por escorpião em Minas

Criança brincava no quintal de casa quando sofreu o ataque do animal peçonhento. Vitima seria alérgica e, com isso, sintomas se agravaram


23/08/2020 17:29 - atualizado 23/08/2020 18:06

Criança foi sepultada neste domingo, no distrito de Quem Quem(foto: Oliveira Júnior/divulgação )
Criança foi sepultada neste domingo, no distrito de Quem Quem (foto: Oliveira Júnior/divulgação )
Um menino de 11 anos, morador de Quem-Quem, distrito de Janaúba, no Norte de Minas, morreu depois de ser picado por um escorpião, nesse sábado (22). O corpo dele foi sepultado na tarde deste domingo (23), no cemitério da localidade, sob clima de muita consternação.

De acordo com informações de moradores de Quem-Quem, o garoto, cujo primeiro nome é Rafael, foi picado pelo animal peçonhento quando brincava no quintal casa da família. O aracnídeo estava escondido em um monte de tijolos.

 

Inicialmente, a vítima foi encaminhada para um hospital na sede urbana de Janaúba, a 45 quilômetros de distância do distrito. O menino seria alérgico e, com isso, os sintomas se agravaram. Ele foi transferido para um hospital em Montes Claros, cidade-polo da região, onde morreu às 23h de sábado, segundo um amigo da família.

 

O garoto era de uma família humilde de Quem-Quem. O pai é pedreiro e a mãe, cabelereira. Ele era filho único do casal, que ficou inconsolável. A morte da criança vitima de picada de escorpião causou muita comoção em Quem-Quem. “Todo mundo ficou muito abalado. Ninguém aqui esperava por isso”, afirmou um morador do distrito. Segundo ele, o enterro da criança foi acompanhado por cerca de 350 pessoas. 

Ataques de escorpiões aumentam na região

No primeiro semestre de 2020, aumentaram os casos de picadas de escorpiões no Norte de Minas, de acordo com o Núcleo de Vigilância Epidemiológica em Ambiente Hospitalar (Nuveh), do Hospital Universitário Clemente de Faria (HUCF). Vinculada à Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), a unidade é referência no atendimento a vítimas de animais peçonhentos na região.

 

O Nuveh/HUCF informou que no primeiro semestre de 2020 o serviço atendeu 1.374 casos de ataques de escorpiões, 7,74% atendimentos a mais do que os casos registrados entre janeiro e junho do ano passado (1.280). Ao longo de todo ano de 2019, o Hospital Universitário da Unimontes atendeu 2.908 vitimas de picadas do animal peçonhento.

 

O médico Guilherme Braga Muniz, coordenador da Clínica Médica do Pronto-Socorro do HUCF, chama a atenção para os cuidados que as pessoas devem ter para se evitar ataques de escorpiões e de outros animais peçonhentos. “Deve-se fazer a profilaxia ou prevenção na residência, como limpar o quintal, não acumular lixo, locais de alta umidade, ambientes escuros ou materiais como telhas, madeiras, pois são ambientes ideais para estes animais”, recomenda Muniz.  “É preciso olhar sempre as roupas e sapatos antes de usar. E em caso de vir a ser atacado, procurar imediatamente o hospital mais próximo ou o HUCF que é referência para estes casos”, orienta o médico.

 

Escorpiões, mais de duas mil espécies

 

Escorpiões são aracnídeos como as aranhas e alguns realmente oferecem riscos sérios. Existem aproximadamente duas mil espécies de escorpiões no mundo e, no Brasil, há cerca de 100 delas. O gênero Tityus é o que causa mais mortes, em especial o Tityus serrulatus: o escorpião-amarelo. A espécie ocorre em grande parte do Brasil e se reproduz por partenogênese: não precisa de machos para gerar filhotes. O escorpião é visto, hoje, como um problema de saúde pública, se adaptando bem aos meios urbanos: cemitérios, esgotos e em locais de despejo de entulho e madeira.

 

 


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