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Estado de Minas Coronavírus

Segurança e eficácia: protocolo para testagem de vacina chinesa será seguido à risca em BH

Mais de 800 profissionais de saúde começaram a receber doses da vacina produzida pelo laboratório chinês Sinovac Biotech em parceria com o Instituto Butantan


31/07/2020 16:05 - atualizado 31/07/2020 17:30

Voluntários receberão duas doses da vacina em 15 dias, sendo monitorados com frequência(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Voluntários receberão duas doses da vacina em 15 dias, sendo monitorados com frequência (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Belo Horizonte se tornou o centro das atenções nesta sexta-feira ao receber os primeiros testes da CoronaVac, vacina contra o coronavírus desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac Biotech em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo. De acordo com o coordenador do projeto, professor Mauro Teixeira, os voluntários – profissionais de saúde que lidam diariamente com o tratamento da COVID – passarão por rígido acompanhamento de até 12 meses para avaliar a evolução na testagem e receberão duas doses no espaço de 15 dias.
 
Em 3 de julho, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou a terceira fase de estudos da CoronaVac. Voluntários se inscreveram nos estados de São Paulo, Rio, Minas, Rio Grande do Sul, Paraná e Distrito Federal. Em Minas, as doses estão sendo aplicadas no Centro de Saúde do Bairro Jardim Montanhês nesta sexta-feira.
 
Mauro Teixeira evita apontar um tempo para que a vacina se torne eficaz: "O estudo clínico está sempre baseado em obter eficácia maior do que um malefício. Se chegou até aqui, nossa expectativa é que funciona. Quando vai funcionar de fato e por quanto tempo, só mesmo o tempo dirá"
 
“Até chegar aqui, essa vacina passou por várias etapas. Em tempos de COVID, todo ensaio clínico visa à segurança. Isso é feito através de estudos em animais, em centenas de indivíduos na fase 3. Em todo e qualquer estudo, queremos segurança e eficácia. Os efeitos raros são esperados quando vacinamos milhões de pessoas, quando veremos nos estudos de fase 4”, avalia Mauro Teixeira. 

Mauro Teixeira afirma que é imprescindível o investimento em ciência para que proetos como esse possam sobreviver: "Para a gente participar de um projeto, temos que estar pronto. É uma briga entrna dos cientistas. Só conseguimos fazer ciência com estrutura de qualidade. Só consigo testar porque tivemos colaboração. Temos uma infra estrutura interessante para desenvolver o projeto". 

"Espero que os investimentos melhorem. Honestamente, espero e sonho com isso. Estamos sofrendo e houve dificuldade enorme de muitos cientistas buscarem respostas sobre o vírus. Reralmente acredito que ciência é feita com investimento. Ausência de investimento não pode ocorrer, isso demanda infraestrutura. Num país onde a situação é bastante sofrível, os governantes deveriam ter entendimento importante", acrescenta o professor.

Em Belo Horizonte, foram disponibilizados 30 profissionais envolvidos na aplicação das vacinas, com seis enfermeiros e um grupo de coordenação, além de auxiliares de enfermagem, farmacêuticos e o pessoal suporte para levar amostras.

Mauro explica que o procedimento de acompanhamento dos voluntários é cuidadoso: “O processo de vacinar demora de 2 a 3 horas. Por protocolo, vamos acompanhar 12 meses ou até um certo número de casos ocorrer... Esse estudo pode ser terminado antes ou depois. Em todo o país, são 10 mil pessoas em até um ano”.


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