Jornal Estado de Minas

EXPLOSÃO DE CASOS

COVID-19: secretário de Saúde de Minas alerta para semanas críticas de contágio

 Com o aumento no número de casos e de mortes pela COVID-19 em Minas, a Secretaria de Estado de Sáude (SES-MG) projeta o pico para 15 de julho, quando haverá um número maior de confirmações de diagnósticos e óbitos.





 

Em entrevista coletiva remota, nesta sexta (26), o secretário de Estado de Saúde (SES), Carlos Eduardo Amaral, afirmou que, caso não haja um aumento nas medidas de isolamento social, as pessoas que devem ser internadas durante o pico podem se contaminar nas duas próximas semanas.

 

"Se nos temos pico por volta 15 de julho, entre 14 e 21 dias, a pessoas devem ser contaminadas para que manifestem a doença e necessitem de internação", afirmou o secretário.

 

Como a doença pode se manifestar duas semanas depois do contágio, o secretário lembrou que as pessoas que deverão necessitar de internação no pico devem se contaminar  de 14 a 21 dias antes. 

 

 

No boletim epidemiológico divulgado nesta sexta, Minas tem 38.871 casos e 833 óbitos. O secretário explicou que houve um aumento considerável no número de casos confirmados em 24h, cerca de 6 mil novos casos. Ele afirmou que o aumento se deve ao sistema de comunicação feito pelas prefeituras, que é feito com delay, ou seja, um certo atraso. "Não foram casos que aconteceram ontem. São casos que foram represados pelos municípios", afirmou.





 

 Carlos Amaral anunciou mundança no boletim e no painel da SES que reúne os dados da epidemia no Estado. Nos dias 27 e 28, o painel ficará fora do ar.

 

O secretário voltou a afirmar que os munícpios da Região Central e de outras regiões do Estado devem retomar à onda verde do Programa Minas Consciente que permite o funcionamento apenas dos serviços essenciais. Ele voltou a pedir à população e aos prefeitos que intensifiquem as medidas de isolamento social. 

 

Durante a coletiva, o secretário informou que  foram realizados 119.974 - kits de testes, sendo que 20.191  deram positivos para COVID-19, ou seja 16,83% do todo.

 

 

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