Jornal Estado de Minas

ZONA DA MATA MINEIRA

Juiz de Fora fecha bares após identificar aglomerações

Depois de 25 dias liberados para funcionamento, bares voltam a fechar as portas em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira. A Prefeitura vai reeditar decreto proibindo a abertura dos estabelecimentos a partir de sábado (13).



A reabertura gradual de serviços essenciais em Juiz de Fora se deu após adesão ao programa do governo estadual Minas Consciente, em 16 de maio. E de acordo com os protocolos da onda verde; bares, lanchonetes e restaurantes foram liberados para abrir as portas, dando preferência à entrega no sistema de delivery ou à retirada no balcão. Caso o estabelecimento forneça consumo no local, tem de respeitar limite de funcionamento até as 19h e não pode haver nenhum tipo de entretenimento no local.

De acordo com assessoria da Prefeitura, a publicação do decreto está prevista para sexta-feira (12). Como é uma medida restritiva, o município tem a prerrogativa de alterar o protocolo.

Em reunião do comitê municipal de enfrentamento e prevenção à COVID-19, realizada na noite desta terça-feira (9), o Ministério Público (MP) apresentou a proposta de fechamento dos bares e a mesma foi aprovada pela maioria dos participantes.



Ainda na reunião, o comitê concluiu que bares promovem aglomerações e as pessoas relaxam quanto ao distanciamento social após consumir bebida alcoólica.

O coordenador Regional das Promotorias de Justiça de Defesa de Saúde da Macrorregião Sanitária Sudeste, Rodrigo Barros, mostrou-se preocupado com as aglomerações em bares, e afirmou que o município deveria ser mais rigoroso.

De acordo com o professor pesquisador da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Fernando Colugnati, mesmo estando há cinco dias sem registrar óbito por COVID-19, o boletim epidemiológico municipal desta terça-feira, 9, trouxe o terceiro maior índice registrado durante toda a pandemia na cidade; 165 casos suspeitos em 24 horas. Além disso, foram contabilizados 45 casos confirmados, sendo o maior índice em um dia.

O professor destacou também o aumento na ocupação de leitos de enfermaria e de unidades de terapia intensivas (UTIs). Segundo ele, a média girava em torno de 80 leitos ocupados, já agora chega a 110.

Conforme o boletim municipal desta quarta-feira (10), a cidade registra 795 casos confirmados e 38 óbitos. Já o boletim epidemiológico do estado acusa 726 casos confirmados e 37 mortes por COVID-19 no município.