Publicidade

Estado de Minas COVID-19

Em dia de mortes recordes por COVID-19, governo comemora diminuição de óbitos respiratórios

A queda de mortes pela Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e doenças respiratórias se deu um dia antes de o estado registrar 16 mortes pela COVID-19 num só dia, neste sábado (23)


postado em 23/05/2020 12:44 / atualizado em 23/05/2020 12:54

Mortes em Minas Gerais bateram recorde neste sábado, mas diminuíram para Síndrome Respiratória Aguda Grave(foto: Nelson Almeida/AFP)
Mortes em Minas Gerais bateram recorde neste sábado, mas diminuíram para Síndrome Respiratória Aguda Grave (foto: Nelson Almeida/AFP)
No mesmo dia em que Minas gerais registrou recorde de notificações de óbitos pela COVID-19, passando de 201 para 217 neste sábado (23), o governo de Minas gerais comemora que o número de mortes em decorrência de doenças respiratórias em Minas Gerais caiu 8,53%. Segundo os dados do portal da transparência dos Cartórios de Registro Civil do país, do início do ano até sexta-feira (22), 40.537 óbitos foram registrados no estado. No mesmo período, em 2019, foram 44.318 mortes.

A plataforma considera como doenças respiratórias: covid-19, síndrome respiratória aguda grave (SRAG), pneumonia, insuficiência respiratória, septicemia, além de causas indeterminadas e demais óbitos. "Todos esses casos são testados e verificados pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) para ver se estão relacionados à infecção por coronavírus ou não", informa o governo.

Para a diretora de Vigilância de Agravos Transmissíveis da SES-MG, Janaina Fonseca Almeida Souza, o bom desempenho se deu por dois motivos. "Além de o sistema de Saúde estar mais sensível para detectar casos suspeitos de covid-19, aprimorando as notificações, o isolamento social diminuiu a transmissão de outras doenças. As pessoas estão usando máscaras e se protegendo mais. Essas medidas não são eficientes só para evitar a contaminação por coronavírus, mas também por outras infecções”, afirma.

O Registro Civil mostra que, neste ano, foram emitidos 343 atestados de óbito em território mineiro em que a covid-19 consta como a causa principal. Outros 167 dão como motivo a síndrome respiratória aguda grave (SRAG). "No entanto, esses números não representam o diagnóstico final, porque, muitas vezes, no momento da morte, o motivo real ainda não é conhecido. Após os documentos serem feitos, o Governo de Minas verifica todos os óbitos protocolados por cartórios que tenham sido registrados como doenças respiratórias, como covid-19 ou SRAG, ou por causa indefinida, como falência múltipla de órgãos. Essa análise é feita a partir de exames adicionais e do cruzamento de bases de dados, como a do Registro Civil e a do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), em que as notificações são preenchidas pelas secretarias de Saúde dos municípios".

A notificação de qualquer morte é obrigatória e, para que a pessoa seja enterrada, é preciso apresentar o atestado de óbito ao cemitério. A causa que consta no documento feito pelos cartórios é a que está na declaração de óbito, preenchida pelo médico que examinou o corpo do paciente no momento da morte. São produzidas três vias: uma para as secretarias municipais de Saúde, uma para o hospital ou unidade de Saúde que atendeu a pessoa, e outra para a família. Janaina Souza reforça que todas as mortes devem ser informadas. “Só não são registradas aquelas em que o corpo foi enterrado em cemitérios ou terrenos clandestinos”, observa a diretora.

Compartilhe no Facebook
*Apenas para assinantes do Estado de Minas

Publicidade