Dez pessoas, sendo oito homens e duas mulheres, foram presas pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) por meio da operação “Viribus”, que investigou, nos últimos nove meses, uma quadrilha especializada em tráfico de drogas em Belo Horizonte e na Região Metropolitana. A rentabilidade dos ‘negócios’ do grupo pode ser traduzida pelos bens apreendidos que, somados, chegam a quase R$ 6 milhões.
O delegado Marcus Vinícius Lobo, da 1ª Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco/Deoesp), esteve no comando das investigações. Ele contou, em entrevista coletiva nesta terça-feira (5), que as prisões ocorreram de janeiro até o fim de abril.
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As duas mulheres capturadas eram responsáveis pela movimentação financeira do bando. Em uma das prisões, a Polícia Civil conseguiu chegar no momento em que uma pessoa depositaria R$ 70 mil, valor equivalente a um dia de atividade do tráfico. Gerentes e responsáveis pela venda direta das drogas também foram presos.
“Um dos gerentes residia em um apartamento de luxo no bairro Buritis, na capital mineira, sendo que a residência dele era incompatível, pois ele não tem trabalho fixo”, afirmou Marcus Vinícius.
Além do apartamento, vários carros de luxo foram apreendidos, como um Audi A7, uma Mercedes E-500 blindada, um Honda Civic e uma Volkswagen Amarok. Lotes e residências que estavam em nome de pessoas pertencentes à quadrilha também foram identificadas pela polícia.
A Polícia Civil seguirá investigando a participação de outras pessoas na organização criminosa, levantando, também, outros bens e imóveis que estejam em poder da quadrilha. Os presos serão indiciados por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.