De acordo com a organizadora da manifestação, a empresária Oriadina Panicali, a ideia é reabrir o comércio, mas de uma forma consciente. “É claro que a gente entende a situação, que sentimos medo. Nos preocupamos com a nossa saúde, a dos clientes e funcionários. A solução é uma reabertura consciente do comércio, seguindo as regras que forem impostas”, conta. “O que não dá é continuar assim. São três meses de lojas fechadas. E as contas continuam a chegar”, explica.
Oriadina conta que os aluguéis do bairro não foram negociados e que a maioria dos comerciantes deve quebrar. “Tem empresário com caixa, mas e aqueles que não têm? Vão falir. Não estamos contra o prefeito, só queremos que ele antecipe o flexionamento do isolamento”, diz.
Na segunda-feira (4) o prefeito Alexandre Kalil (PSD) anunciou, a intenção de flexibilizar o isolamento social e iniciar a reabertura gradual do comércio de Belo Horizonte a partir de 25 de maio. A medida, porém, só será colocada em prática com aval de especialistas, que analisam a curva de infecções pelo novo coronavírus na capital.
Um manifesto será encaminhado ao prefeito informando que os comerciantes seguirão todas as regras de segurança, higiene, distanciamento e uso de equipamentos determinados pelos órgãos municipais. O abraço é simbólico. Para Oriadina a ideia veio como forma de manifestação pacífica. “Estamos de braços abertos, seguindo as normas corretas, todos distanciados. Abraçando nossas lojas, o que simbolicamente já diz”, conta.
Após o ato, os manifestantes seguiram em carreata pelas ruas do bairro. Dentro dos carros, comerciantes buzinavam e gritavam palavras de ordem.
*Estagiária sob supervisão da editora-assistente Vera Schmitz