O prefeito Alexandre Kalil (PSD) disse que pode adiar a flexibilização do isolamento social em Belo Horizonte para o fim de junho se “o pessoal não ficar em casa e esse quadro (de propagação do coronavírus) aumentar”. A previsão atual da administração municipal é iniciar a reabertura gradual do comércio em 25 de maio.
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Prefeitura de BH estima multa de até R$ 80 a quem não usar máscaraKalil pretende flexibilizar isolamento em BH a partir de 25 de maioKalil diz que flexibilização em BH não seguirá plano de Zema: 'Não preciso de conselho'Abraço simbólico no comércio do Buritis pede volta ao trabalho'Não podemos fazer omissão de socorro', afirma Kalil sobre leitos em BHEm meio à pandemia, comunidades quilombolas de Minas pedem socorroEm entrevista coletiva nessa segunda-feira (4), o secretário estadual de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, citou 6 de junho como data prevista para o pico da COVID-19 em Minas Gerais. Belo Horizonte é a cidade mineira mais afetada pela doença. Segundo dados desta terça-feira, são 22 mortes, 851 casos confirmados e outros 31.050 suspeitas sem diagnóstico.
Apesar de Belo Horizonte ser o epicentro da doença no estado, a prefeitura - com base em análises do Comitê de Enfrentamento à Epidemia da Covid-19 - entende que pode iniciar a reabertura gradual do comércio já no fim de maio. O cumprimento deste prazo, porém, depende da evolução da curva de infectados na cidade.
“Não tenho problema nenhum em falar que está suspensa a flexibilização. Fui muito claro: depende muito da população, que tem nos ajudado muito, que tem sido muito legal. Nos aglomerados, nas vilas, nas favelas, o movimento é muito legal em torno da consciência de ficar em casa”, completou Kalil.
Em Belo Horizonte, o comércio considerado não essencial está proibido de abrir as portas desde 9 de abril. Decreto publicado no dia anterior permite o funcionamento de hospitais, supermercado, hipermercado, padaria, farmácia, sacolão, mercearia, hortifrúti, armazém, açougue e posto de combustível.
Testes por amostragem
A prefeitura de Belo Horizonte realizará testes por amostragem para identificar as regiões onde há mais índices de expansão da COVID-19 na capital. Segundo Kalil, agentes de saúde irão às casas das famílias para iniciar a testagem: “Já está sendo programado e comprado. É uma amostragem. Para deixar claro para a população, é como se fosse uma pesquisa eleitoral para localizarmos os pontos de maior ou menos contágio. Os infectologistas trabalham muito com estatísticas”.