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Estado de Minas CORONAVÍRUS

Pesquisadores encontram coronavírus em esgotos de BH e Contagem

Objetivo de pesquisa é mapear quais regiões das cidades são as mais afetadas pela COVID-19 e, com isso, embasar ações de combate à doença


postado em 04/05/2020 18:40 / atualizado em 05/05/2020 14:35

Centro de pesquisa da UFMG na ETE Arrudas, da Copasa(foto: Foca Lisboa / UFMG / Divulgação)
Centro de pesquisa da UFMG na ETE Arrudas, da Copasa (foto: Foca Lisboa / UFMG / Divulgação)
Com o objetivo de mapear a incidência da COVID-19 na Região Metropolitana de Belo Horizonte, pesquisadores iniciaram análise do sistema de esgoto da capital e de Contagem. Segundo boletim publicado nesta segunda-feira, o novo coronavírus foi detectado em oito das 26 amostras (31%) já coletadas. Estudos anteriores mostram que o vírus pode ser encontrado nas fezes dos infectados. Por isso, a avaliação dos esgotos pode ajudar a identificar quais bairros e regiões dessas cidades são as mais afetadas pela doença.

Das oito amostras positivas, três foram coletadas na sub-bacia do Ribeirão Arrudas e cinco na sub-bacia do Ribeirão do Onça. As coletas foram realizadas de 13 a 24 de abril e são apenas as primeiras do estudo, que tem previsão de durar 10meses.



O estudo é fruto de parceria entre a Agência Nacional de Águas (ANA), o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Estações Sustentáveis de Tratamento de Esgoto (INCT ETEs Sustentáveis - UFMG), o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM) e a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).

Não há comprovação científica da transmissão do vírus pelas fezes (feco-oral). Por isso, o propósito do estudo é, com base na análise do esgoto, detectar quais regiões das cidades são as mais afetadas pela COVID-19. A intenção é que o mapeamento ajude o poder público nas tomadas de decisão no combate à pandemia

“Como o estudo está sendo desenvolvido de forma regionalizada, buscando identificar a ocorrência do novo coronavírus em áreas com baixos e elevados índices de vulnerabilidade social, a expectativa é que este também possa contribuir, de forma indireta, para se estimar o número de pessoas infectadas em cada uma das regiões estudadas”, afirmam os pesquisadores no boletim publicado nesta segunda-feira.


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