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Estado de Minas PANDEMIA

Secretaria nega morte de presidiário por coronavírus

Óbito foi confirmado no domingo (29), depois de detento ser internado no Hospital do Barreiro. Dois companheiros de cela foram isolados e estão sob observação


postado em 31/03/2020 15:00 / atualizado em 31/03/2020 15:48

A Sejusp-MG descartou a hipótese de morte por coronavírus no Presídio Inspetor José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves(foto: Divulgação/ Agência Brasil)
A Sejusp-MG descartou a hipótese de morte por coronavírus no Presídio Inspetor José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves (foto: Divulgação/ Agência Brasil)
A Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública descartou a hipótese de morte por coronavírus de um presidiário que cumpria pena em regime semi-aberto no Presídio Inspetor José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves, Região Metropolitana de Belo Horizonte. Condenado a 44 anos e seis meses de prisão por homicídio e roubo, o detento Admílson Ambrósio, de 45 anos, apresentou quadro de insuficiência respiratória e tuberculose no último sábado (28) e foi internado no Hospital São Judas Tadeu, daquela cidade.

No mesmo dia, Admílson teve de ser transferido para o Hospital do Barreiro, onde morreu no domingo (29). De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, peritos recolheram material para exame mais complexo para saber a possibilidade de coronavírus. 

O corpo do presidiário foi transferido para o Instituto Médico Legal (IML), do Bairro Nova Gameleira, para perícia. “Ele apresentava síndrome respiratória aguda grave e quadro de tuberculose não tratada. Como se tratava de síndrome respiratória aguda grave, foi internado nos leitos de isolamento do hospital. O óbito ocorreu no dia 29/03/2020 e o corpo foi encaminhado para o IML para investigação da causa da morte”, diz nota da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte.

No entanto, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp-MG) descartou em nota a morte por COVID-19, depois de concluída a perícia no IML:“A Sejusp destaca que a investigação foi realizada para eliminação de qualquer suspeita - considerando as características do ambiente prisional - mas que o preso foi internado em 23/3, no Hospital São Judas Tadeu, sem sintomas de infecção por coronavírus ou gripe. Segundo boletim da Superintendência de Humanização do Atendimento ao Preso da Sejusp, ele foi encaminhado ao centro de saúde em estado grave por hipoglicemia e transferido, quatro dias depois, para o Hospital Metropolitano do Barreiro, onde veio a óbito”.

Admílson Ambrósio dividia cela com dois presos em Ribeirão das Neves. De acordo com a Sejusp, eles não apresentaram sintomas da COVID-19, mas foram isolados para evitar a contaminação com outros detentos. O órgão alegou também que não há nenhum caso suspeito no presídio e que tomou medidas restritivas e sanitárias que visam à segurança dos profissionais e dos presos dos regimes semi-aberto e fechado.

“Para evitar a disseminação do vírus por meio de contato com o público externo: as visitas foram suspensas, para evitar a circulação de pessoas externas, assim como a entrega, até então opcional, de kits suplementares contendo alimentos, remédios entre outros itens, para evitar a circulação de materiais contaminados. Destaca-se que esses itens continuam sendo fornecidos pelas unidades prisionais”, diz a Sejusp, que criou centros de triagem em todo o estado para detectar possíveis contaminados com o coronavírus e reduziu ao máximo a escala dos agentes de seguranças nos presídios.

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