Publicidade

Estado de Minas

Coronavírus: Belo Horizonte sedia primeiro hotel do país adaptado para a pandemia

Seguindo protocolo inédito contra a COVID-19, empreendimento abre nesta quarta-feira para o público com funcionários confinados, portaria virtual e quartos isolados para higienização


postado em 25/03/2020 04:00 / atualizado em 25/03/2020 12:58

Na portaria do Vivenzo, o atendimento é virtual para check in e check out e o contato com os funcionários, que usam máscaras e luvas será o mínimo(foto: Túlio Santos/EM/D.A Press)
Na portaria do Vivenzo, o atendimento é virtual para check in e check out e o contato com os funcionários, que usam máscaras e luvas será o mínimo (foto: Túlio Santos/EM/D.A Press)

O primeiro hotel adaptado para a pandemia do coronavírus no Brasil fica em Belo Horizonte

O hotel Vivenzo Savassi, que está localizado na Região Centro-Sul, começa a operar nesta quarta-feira (25) com um protocolo inédito desenvolvido com muito critério contra a COVID-19Hóspedes e colaboradores terão que cumprir rigoroso protocolo de segurança. O objetivo é dar oportunidade para quem precisar de hospedagem nesta época.

No hotel, quartos ficam isolados por 72 horas para higienização e funcionários, confinados no recinto para o atendimento. Todos usam máscaras, luvas e botas

O preço da diária é a partir de R$ 300, mas dependendo do perfil do interessado o valor é outro. Há, inclusive, diárias gratuitas destinadas a pessoas essenciais para a sociedade que precisam do serviço e não podem arcar com o pagamento.

O atendimento na recepção do hotel é virtual, incluindo check in e check out, ambientes lacrados, acesso do hóspede apenas aos apartamentos e café da manhã e demais serviços de bebida e alimentação entregues na porta do quarto.

Essas são só algumas das medidas desenvolvidas pelo hotel para mudar os conceitos da hotelaria após a conclusão de que a higienização “tradicional” utilizada não é suficiente. “Pensando nisso, o nosso protocolo-padrão de limpeza está em desenvolvimento há quase 1 ano. Assim, saímos com um passo à frente da hotelaria para nos reinventar nesta pandemia. Não encontramos nada no mundo que pudesse servir de base, apenas aprendemos com o mundo lá fora como lidar com crises, guerras e períodos de epidemia", explicou Frederico Amaral, fundador e CEO da Macna Digital Hotels, rede da qual o Vivenzo Savassi faz parte.

Portanto, foi criado um Protocolo Especial para Pandemia (PEP) com todas as normas e medidas desenvolvidas pela equipe do hotel. De acordo com Frederico, assessorias especializadas em higienização foram necessárias para montar a equipe especial para este período. “Estamos nos adaptando há mais de 1 mês, porém esta nova fase inicia hoje”, explicou. E, para isso, o hotel, que conta com 240 quartos, reduziu o número para 120 para se adequar aos protocolos. “Por conta do número restrito de apartamentos, estamos com muita demanda, e a forma mais justa que encontramos foi dividir a propriedade em cotas – que são designadas para diversos grupos, como corporativo, profissionais de saúde, público geral, idosos, etc.", disse.

"Todos os processos foram redesenhados para não haver convívio entre hóspedes. Toda vez que um quarto é desocupado, por exemplo, é colocado por 72 horas em quarentena de desinfecção"

Frederico Amaral, fundador e CEO da Macna Digital Hotels

 
 
E funciona da seguinte forma: ao chegar ao hotel, todo o atendimento da recepção é feito de forma virtual. Não há nenhum contato físico entre funcionários e hóspedes. Nas áreas comuns, o protocolo de limpeza é constante e o hotel passa por higienização com procedimentos e produtos de padrão hospitalar.  Para isso, existe uma equipe extra no processo normal para fazer a dupla higienização. “Todos os processos foram redesenhados para não haver convívio entre hóspedes. Toda vez que um quarto é desocupado, por exemplo, é colocado por 72 horas em quarentena de desinfecção, e somente após todo procedimento de limpeza ele retorna ao estoque de venda”, disse. Toda a produção de alimentos é executada internamente pelos colaboradores, com protocolo seguro de manipulação, sendo que todos suprimentos passam por processo especial de desinfecção e higienização para entrar no hotel.

Funcionários confinados 

 

Todos os colaboradores estão confinados nas dependências do hotel, separados dos hóspedes. Foram 30 dias de adaptação que envolveram estudos dos psicólogos para entender a vida dos confinados e a seleção entre os colaboradores que queriam participar após verificação dos perfis da equipe. “Primeiramente, o projeto foi apresentado e idealizado com os quase 100 colaboradores do hotel. Mais de 80% não só gostaram como também queriam fazer parte; então, selecionamos inicialmente metade da força de trabalho usando critérios como grupos de risco do coronavírus, perfil psicológico, entre outros conhecimentos que temos”, diz Frederico Amaral. Os colaboradores da operação estão embarcados e confinados, ou seja, sem contato com o mundo externo.

 

Ele explica que todos foram especialmente treinados para lidar com a pandemia, além da situação psicológica do confinamento, que é acompanhada por dois psicólogos diariamente. “Todo período de confinamento será acompanhado por uma enfermeira que supervisionará o dia-dia”, explicou. Além do mais, a ala dos funcionários é diferente da dos hospedes.

 

Quem pode se hospedar

 

Frederico explica que, com relação a reservas, trata-se de uma hospedagem como outra qualquer. O que diferencia é a operação que segue diferente enquanto durar a pandemia. O objetivo é atender quem não pode estar na sua casa e precise de hospedagem. “Para mim, a hotelaria existe para as pessoas que não podem ficar em casa, cada um com sua razão, tenham onde ficar. Uma pesquisa que realizamos identificou que em todos grupos de hóspedes que temos na carteira há pessoas com este perfil. Mas nosso foco não é em um mercado específico e sim em quem precisar de hospedagem nesta época de pandemia”, disse. Ainda segundo Frederico, em um momento tão sensível como o que estamos vivendo, a opção de ficar aberto não foi fácil: "”pelo contrário! Porém, se todos hotéis fecharem, a situação vai se agravar mais ainda. Optamos por ficar aberto com responsabilidade”, completou.

 

Quanto a possíveis infectados se hospedarem, ele disse que, após estudos entendemos que nesta pandemia qualquer um pode estar infectado, ou qualquer hóspede contrair no ambiente de trabalho, por exemplo, então o protocolo foi desenvolvido para lidar com todos aspectos da pandemia. Portanto, esses devem ter alocação em uma andar exclusivo.

 

E quanto custa? Neste período, o preço está sendo formado de acordo com o que compõem a tarifa: diárias sem café da manhã até diárias com refeição completa e bebidas. “Uma outra particularidade que criamos é que para quem reservar a hospedagem mensal damos o direito de renovação por todo período da pandemia", acrescentou Frederico Amaral. O mais interessante é que o estabelecimento aceita até hospedagens gratuitas: "Reservamos algumas cotas sociais para profissionais, em especial da saúde, que não tenham condições de pagar pela hospedagem e sejam essenciais para a sociedade neste momento e que não possam retornar para suas residências”, informou.

 

O CEO explica que é preciso lidar de forma rígida com o protocolo de segurança. E qualquer hóspede que desrespeitar as regras do confinamento não terá o direito de renovação do período. Se o ato estiver colocando em risco a segurança de todos, imediatamente será convidado a se retirar da propriedade e notificado imediatamente às autoridades. "Nosso time jurídico está pronto para resolver qualquer demanda que venha a surgir. Da mesma forma, não teremos qualquer tipo de flexibilização ao cumprimento do nosso protocolo por nossos colaboradores, qualquer deslize o colaborador sairá da operação especial embarcada”, acrescentou. “Existe apenas uma forma de vencermos essa pandemia, e é através da disciplina social de todos”, finalizou.  

O que é o coronavírus?

Coronavírus são uma grande família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (COVID-19) foi descoberto em dezembro de 2019, na China. A doença pode causar infecções com sintomas inicialmente semelhantes aos resfriados ou gripes leves, mas com risco de se agravarem, podendo resultar em morte.

Como a COVID-19 é transmitida?

A transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão, contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

 

 

Gráfico mostra a evolução diária de casos confirmados de coronavírus no Brasil

 

Como se prevenir?

 

 

A recomendação é evitar aglomerações, ficar longe de quem apresenta sintomas de infecção respiratória, lavar as mãos com frequência, tossir com o antebraço em frente à boca e frequentemente fazer o uso de água e sabão para lavar as mãos ou álcool em gel após ter contato com superfícies e pessoas. Em casa, tome cuidados extras contra a COVID-19.
 

Quais os sintomas do coronavírus?

 

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19: 

 

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia
 
Em casos graves, as vítimas apresentam: 
 
  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Mitos e verdades sobre o vírus

 
Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o coronavírus é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: 
  • O álcool em gel é capaz de matar o vírus? 
  • O coronavírus é letal em um nível preocupante? 
  • Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? 
  • A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? 

 

Para saber mais sobre o coronavírus, leia também: 

 

 

  


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade