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Estado de Minas

Por conta do novo coronavírus, Ministério da Saúde prioriza idosos na vacinação contra a gripe

Com isso, pessoas acima de 60 anos será imunizada primeiro contra os vírus do grupo Influenza. Campanha começa no dia 23


postado em 09/03/2020 22:04

(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)

 
O Ministério da Saúde anunciou, nesta segunda-feira (9/3), mais detalhes da 22ª Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza, antecipada para 23 de março devido ao surgimento do novo coronavírus.

De acordo com a pasta, os dois primeiros grupos a serem vacinados serão os idosos com 60 anos ou mais e os profissionais de saúde. A campanha será realizada simultaneamente em todas as regiões do Brasil.

Anteriormente, o Ministério da Saúde havia informado que vacinaria primeiro crianças e gestantes, mas, segundo o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira, houve necessidade de mudança.

"Como estamos vendo os casos mais graves de coronavírus em pessoas acima de 60 anos, estamos trabalhando para que a vacinação comece com essas pessoas. Diante dessa avaliação, avaliamos uma necessidade de fazer uma inversão", esclareceu. 

Nova rodada a partir de 16 de abril 
O segundo grupo será o de professores e profissionais das forças de segurança e salvamento, como bombeiros e policiais militares, que poderão se vacinar a partir de 16 de abril. 
 
Já o terceiro, e último, grupo poderá se vacinar a partir de 9 de maio, estabelecido como Dia D da vacinação contra Influenza. Nesse grupo estão crianças de 6 meses a menores de 6 anos, doentes crônicos, pessoas com 55 anos ou mais, mães no pós-parto, população indígena e portadores de condições especiais. A pasta ainda estuda a possibilidade de transferir doentes crônicos para o segundo grupo.
 
A antecipação da campanha foi motivada pelo crescimento de casos suspeitos e confirmados do novo coronavírus no Brasil. De acordo com especialistas, apesar de a vacina não prevenir contra o Covid-19, ela funcionará como manobra de contenção, já que pode diminuir a procura pelos serviços de saúde. 

Dos 684 casos que já foram descartados, 117 testaram positivo para influenza A e 81 positivos para influenza B. O objetivo é evitar inchaço da rede pública e auxiliar na identificação dos casos do novo vírus.  


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