Jornal Estado de Minas

Tempestade deixa 150 famílias desalojadas em São Francisco, no Norte de Minas

(foto: Defesa Civil São Francisco/Divulgação)

Cerca de 150 famílias desalojadas, 250 árvores derrubadas, várias casas destelhadas e muros derrubados. Este foi o saldo de uma tempestade, acompanhada por vento forte e granizo, que castigou o município de São Francisco, no Norte de Minas, no final da tarde de quarta-feira.



Os números foram divulgados pela Defesa Civil do município, que, na manhã desta quinta-feira, juntamente com o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar e funcionários da prefeitura, montou uma força-tarefa para a limpeza das ruas, recuperação dos danos e apoio às vítimas do temporal.

Em São Francisco – de 56,3 mil habitantes, a 590 quilômetros de Belo Horizonte, foi decretado estado de emergência em janeiro por causa dos estragos provocados pelas chuvas na zona rural do município. Nesta quinta-feira, o coordenador de Defesa Civil de São Francisco, Claudio Leonardo Oliveira, disse que o prefeito Evanilson Aparecido Carneiro (PR), o “Veim”, estuda decretar situação de calamidade pública na cidade.

O prefeito de São Francisco viajou para Belo Horizonte, onde conseguiu junto à Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), o envio de dois caminhões com cestas básicas para as vítimas das chuvas em sua cidade. Os donativos chegaram à cidade nesta quinta.



O município é situado às margens do Rio São Francisco, cujo volume aumentou muito desde janeiro por causa da intensidade de chuvas, mas sem causar danos aos moradores ribeirinhos.

Segundo o coordenador municipal de Defesa Civil, na tarde de quarta-feira, em apenas uma hora choveu 75 milímetros em São Francisco, com granizo e vento forte. “Foi um desastre muito grande para nossa cidade, onde não estamos acostumados com tanta chuva. Estamos em uma região seca. Por isso, o pessoal ficou muito assustado”, afirmou Cláudio Oliveira.

Ele informou que houve inundações de ruas e casas no Centro e nos bairros Sagrada Família e Luzia, situados na parte baixa da cidade. Os moradores desalojados foram para as casas de parentes.