A defesa do Hudson Nunes de Freitas, de 22 anos, suspeito de abusar de pelo menos duas crianças que estudam no Colégio Magnum – Cidade Nova, teve acesso ontem ao inquérito da Polícia Civil sobre o caso. A corporação já ouviu 33 pessoas ligadas ao caso, 15 delas durante o expediente de ontem, na 2ª Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Dopcad) de Belo Horizonte. Estão entre as testemunhas alunos, pais e funcionários da escola. Diligências também foram realizadas fora da unidade policial. O depoimento do acusado, segundo a polícia, só acontecerá depois que todas as testemunhas forem ouvidas, portanto ainda não há data definida.
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''Alegação é muito fácil'', diz defesa de suspeito de abusar crianças no MagnumPais reclamam de conteúdo crítico a Bolsonaro e colégio de BH anula provaPolícia Civil já ouviu 18 pessoas em inquérito sobre denúncias de abuso em colégioPolícia analisa vídeos de colégio onde alunos teriam sido abusados em BHFalso ''sugar daddy'' mineiro extorquiu e estuprou mais de 170 mulheresPolícia faz buscas na casa de suspeito de abusar de alunos do Colégio MagnumPerita judicial morre esfaqueada pelo irmão em briga por cachorro em BHA defesa do jovem Hudson de Freitas continua negando as acusações que pairam sobre o rapaz. Em conversa com o reportagem, o advogado Marciano Soares Andrade, que defende o suspeito, disse que não havia estudado o inquérito até o fechamento desta edição por conta de outros compromissos profissionais. Contudo, ressaltou que trabalha para provar a inocência do cliente. “Alegação é muito fácil. Você chegar e falar uma coisa é muito simples. Quanto à competência da Polícia Civil para investigar, estou muito seguro. O desenrolar das investigações vai nos dizer a verdade”, disse o profissional do direito.
Em entrevista dada ao Estado de Minas anteontem, o ex-estagiário de educação física do Colégio Magnum voltou a desmentir as acusações dos pais e das crianças. “Estou passando por este momento difícil e delicado. Sendo acusado de uma coisa que não fiz. E quando isso acontece com pessoas como eu, de classe social baixa, por questão de cor e raça, gera comoção por parte da sociedade. Estou aqui para dizer que não tenho culpa nenhuma. Estou pronto para qualquer tipo de declaração sobre as investigações. Quero só que essa turbulência passe na minha vida”, garantiu.
As denúncias vieram à tona quando uma mãe notou a mudança no comportamento do filho. A criança disse ser vítima de abusos que teriam ocorrido no banheiro da escola. Porém, durante reunião de pais na segunda-feira, foi relatado que o suposto envolvido não levava alunos aos sanitários. A tarefa seria exclusiva de estagiárias de pedagogia. As imagens das câmeras de segurança, já incorporadas ao inquérito, poderão elucidar esses detalhes.
Em posicionamento dado à imprensa ontem, o Colégio Magnum disse que “tem tomado todas as providências necessárias para auxiliar na apuração” e que continuará sem expor nomes e “dando assistência jurídica e psicológica para todos os envolvidos”. A instituição ainda reafirmou que a demissão do suspeito Hudson teve como objetivo “preservar a integridade de todos os envolvidos e a transparência da apuração do caso”. A escola também ressaltou a dedicação da polícia para investigar a situação.