Publicidade

Estado de Minas VILARINHO

Novo plano contra enchente


postado em 20/09/2019 04:00



Uma nova solução para um velho problema de Belo Horizonte. A prefeitura apresentou, na manhã de ontem, novo projeto de obras para conter os alagamentos provocados pela chuva na Avenida Vilarinho, em Venda Nova. O planejamento anterior, orçado em R$ 300 milhões, foi descartado após análises hidrográficas da empresa contratada pelo Executivo municipal. O novo plano deve custar mais R$ 200 milhões, alcançando o valor total de R$ 500 milhões, e prevê a construção de 12 reservatórios na regional, em vez dos dois túneis anteriormente orçados. 

O projeto será feito em três etapas. A primeira delas deve começar neste ano, segundo a PBH, uma vez que o cronograma prevê alterações no trânsito de Venda Nova, justamente em um dos pontos que mais inundam na região, confluência dos córregos Vilarinho e Nado, na praça próxima ao encontro da Avenida Vilarinho e da Rua Padre Pedro Pinto. A entrega da primeira parte da obra deve ocorrer em 2022.

“Vimos que, infelizmente, o primeiro projeto não atenderia às expectativas”, informou Henrique Castilho, gestor da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap). Ele explica que serão construídos 12 reservatórios subterrâneos. Essas grandes bacias terão suas capacidades entre 65 mil e 105 mil metros cúbicos. O novo projeto foi dividido em três fases. A primeira etapa, segundo Henrique Castilho, deixará Venda Nova livre dos perigos das enchentes com tempo de referência de 10 anos. Isto é, das precipitações que acontecem, em média, uma vez por década. O segundo passo será para conter as cheias que ocorrem a cada 25 anos. Já o último resolverá completamente o problema e protegerá a população contra pluviosidades comuns a cada cinco décadas.

A terceira etapa atenderia a chuvas como as que ocorreram em novembro do ano passado que mataram quatro pessoas. "Essa chuva ocorre de 25 a 50 anos, o que corresponde a 96 milímetros em menos de uma hora. Já as precipitações de maio deste ano são classificadas como 'chuva a cada 10 anos'. Para esse tipo, a drenagem existente trabalha bem", explicou Henrique Castilho. Ou seja, toda a água será armazenada em reservatórios de 65, 90 e 105 mil m³. A prefeitura comparou o projeto com outros já feitos no Brasil, em cidades como Rio de Janeiro (RJ) e São Bernardo do Campo (SP), onde praças foram construídas em cima das bacias. O prazo final para as três etapas das obras é indefinido. A entrega da primeira parte deve ocorrer em 2022. 

A conclusão das três etapas custará R$ 500 milhões, de acordo com a Sudecap. A administração municipal explicou que prefeitura tem o dinheiro para iniciar as obras, mas precisará de um empréstimo para dar continuidade. Segundo o secretário municipal da Fazenda, Fuad Norman, "há negociações com, pelo menos, cinco bancos. Na semana passada, a Câmara de BH aprovou, em primeiro turno, projeto que permite que a PBH contrate empréstimo de US$ 85 milhões. 
O Executivo municipal se reuniu com o Ministério Público estadual e com o Tribunal de Justiça para acelerar a execução das obras. Será montado um grupo de trabalho para articular a contratação da empresa responsável pela obra sem licitação.


Publicidade