Jornal Estado de Minas

INCÊNDIOS

Especialistas dos EUA investigam origem de incêndio florestal em Minas



Grupos de especialistas norte-americanos estão em Minas Gerais para ajudar a investigar um incêndio que destruiu parte do Parque Nacional do Caparaó, localizado na divisa dos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo. As chamas atingiram mais de 6,1 mil hectares de vegetação da área verde, onde está localizado o Pico da Bandeira. As apurações são sigilosas. Enquanto as apurações são feitas, o estado continua ardendo em chamas. Dados de satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que, somente nos primeiros 16 dias de setembro, a média foi de 132 ocorrências por dia. Apenas nos primeiros nove meses do ano – computados os dados de setembro até o dia 16 –, a alta é de 44,5%, em comparação com o mesmo período de 2018.



Ontem, diversas ocorrências foram atendidas em Minas Gerais. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, as chamas se aproximaram do Aeroporto de Confins. Em outro ponto, entre Nova Lima e Brumadinho, grandes labaredas destruíram uma vasta área de vegetação. O fogo foi combatido por aeronaves, do modelo Air Tractor. Em Uberaba, no Triângulo Mineiro, foram, ao menos, 11 ocorrências atendidas pelo Corpo de Bombeiros. Até mesmo militares da administração tiveram que participar dos trabalhos.

A mobilização contra os incêndios são intensas. Por mais de três dias, equipes do Corpo de Bombeiros, brigadistas e voluntários, combateram diversos focos no Parque Nacional do Caparaó. Imagens de satélite mostraram o tamanho da destruição. Ao menos 6.180 hectares de vegetação terminaram devastados. A área verde, um importante ponto turísticos, teve que ser fechada para a visitação.

Para investigar as causas do incêndio, um reforço veio de fora. Desde sábado, especialistas norte-americanos do Serviço Florestal dos Estados Unidos estão fazendo levantamentos para detectar o que deu início às chamas. De acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o trabalho dos investigadores é sigiloso.  Outra equipe foi enviada para o Parque Indígena do Xingu, junto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).



(foto: Arte EM)
“Este é um trabalho de intercâmbio, fruto de uma parceria por meio da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid), que há anos desenvolve junto ao Ibama e ao ICMBio parcerias de capacitação e intercâmbio entre profissionais dos dois países ligados à prevenção e combate ao fogo, em áreas como o emprego das técnicas de manejo integrado do fogo e sistema de comando de incidentes”, explicou o ICMBio.

Mais ocorrências


Os incêndios em Minas Gerais não param de aumentar. Dados do Inpe mostram que já são 5.218 focos ativos de queimadas registrados no território mineiro em 2019.  Ontem, ocorrências se espalharam. Entre Nova Lima e em Brumadinho, um grande incêndio se alastrou pela Estação Ecológica de Fechos, unidade de conservação gerenciada pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF). As chamas se aproximaram de alguns condomínios.  Uma longa linha de fogo pôde ser vista, assim como uma extensa nuvem de fumaça.

O combate ao fogo, que teve início por volta das 13h15, foi feito por dois aviões air tractor. “Também auxiliam no combate oito brigadistas da Copasa, 10 da Amda, cinco contratados pelo Previncêndio e quatro funcionários do PE da Serra do Rola-Moça. Dois caminhões-pipa da Vale também auxiliam no combate, além de cinco veículos 4 x 4, da Amda e do  Previncêndio e duas motos da Copasa”, informou o Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema).

Uma das ocorrências foi registrada nas proximidades do Aeroporto de Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Devido ao combate ao fogo, parte da MG-10 ficou fechada. As chamas também se aproximaram da torre de controle das aeronaves e ameaçaram equipamentos de pouso e decolagem dos aviões, segundo o Corpo de Bombeiros. Não houve alterações nos voos.




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