Publicidade

Estado de Minas LIBERDADE CONDICIONAL

Maníaco do Anchieta já está fora da prisão


postado em 19/08/2019 04:00 / atualizado em 19/08/2019 07:40

Pedro Meyer foi preso em 2012, depois de outros dois homens cumprirem pena pelos crimes que ele cometeu(foto: Cristina Horta/EM/D.A Press - 4/4/12)
Pedro Meyer foi preso em 2012, depois de outros dois homens cumprirem pena pelos crimes que ele cometeu (foto: Cristina Horta/EM/D.A Press - 4/4/12)
 
Com João Henrique do Vale

O ex-bancário Pedro Meyer Ferreira Guimarães, de 56 anos, conhecido como Maníaco do Anchieta, deixou ontem a Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap). O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) concedeu liberdade condicional a ele, por ter cumprido dois terços da pena que lhe foi imposta. Mesmo em liberdade, Pedro Meyer terá que cumprir algumas exigências, como obter uma ocupação lícita em um prazo de dois meses e se apresentar mensalmente à Justiça.

Pedro Meyer foi condenado por um dos 16 casos de abuso sexual pelos quais foi acusado na década de 1990. Os outros crimes já haviam prescrito quando ele finalmente foi julgado, depois de outros dois homens cumprirem penas em seu lugar, um deles por 18 anos e outro por mais de cinco. Pedro foi preso em 27 de março de 2012. Mas, pouco mais de um ano depois, acabou solto por falta de um laudo de sanidade mental, que não ficou pronto no prazo determinado. Em agosto daquele ano, ele se entregou à Justiça, depois de ter a prisão preventiva decretada.

Na sexta-feira, o Juiz Wagner de Oliveira Cavalieri, da Comarca de Contagem, acatou um pedido da defesa do ex-bancário e determinou o livramento condicional. “O levantamento de penas revela que o sentenciado já cumpriu mais de dois terços da pena impostas nos crimes, alcançando o requisito objetivo em 5 de março e não há nada que impeça a concessão do benefício ao sentenciado, bem como possui bom comportamento carcerário”, argumentou.

Na decisão, o magistrado afirmou que, apesar da gravidade dos delitos imputados a Pedro Meyer, o laudo de exame criminológico lhe foi favorável, deixando de apontar qualquer circunstância desfavorável à concessão do benefício. “Por cautela, este juízo determinou a expedição de ofício à Vara de Inquéritos de Belo Horizonte, a fim de se certificar a respeito de outros fatos supostamente imputados ao sentenciado, tendo obtido resposta no sentido de que referidos fatos já estariam prescritos. Sendo assim, não há elementos que desautorizem o acatamento ao pedido formulado pela defesa”, completou.

Pedro Meyer terá que atender alguns requisitos, como obter ocupação lícita no prazo de 60 dias, comprovando em juízo o exercício das suas atividades e se apresentar mensalmente à Justiça e em 15 dias ao Centro de Alternativas Penais e Inclusão Social de Egressos do Sistema Prisional, recolher-se em casa até as 22h, comunicar qualquer mudança de endereço, não se ausentar da cidade onde mora sem prévia autorização da Justiça, por mais de oito dias, entre outras.

CONDENAÇÃO Pedro Meyer chegou a ser apontado como autor de 16 abusos sexuais. Porém, foi condenado a 13 anos e quatro meses de prisão por estupro em somente um dos casos. A sentença é relacionada ao ataque de uma fisioterapeuta. Ela tinha 11 quando foi violentada, em 1997, na garagem do prédio onde morava, no Bairro Cidade Nova, Região Nordeste da capital. A vítima reconheceu o acusado na rua, o seguiu até a casa dele, no Anchieta, e chamou a polícia. As outras acusações prescreveram.



Publicidade