O ex-bancário Pedro Meyer Ferreira Guimarães, de 56 anos, conhecido como Maníaco do Anchieta, vai deixar a prisão. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) concedeu a ele liberdade condicional, por ter cumprido dois terços da pena imposta ao réu. Mesmo em liberdade, ele terá que cumprir algumas exigências, como ter ocupação lícita em um prazo de dois meses, e se apresentar mensalmente à Justiça.
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Justiça condena Maníaco do Anchieta a indenizar vítima em R$ 100 mil "A sensação é de missão cumprida", diz delegada sobre prisão do Maníaco do AnchietaManíaco do Anchieta é transferido para Nelson Hungria e ficará sozinho em celaManíaco do Anchieta se entrega à polícia e é levado para CerespNessa sexta-feira, o Juiz Wagner de Oliveira Cavalieri, da Comarca de Contagem, acatou um pedido da defesa do ex-bancário e determinou o livramento condicional.
Na decisão, o magistrado afirmou que, apesar da gravidade dos delitos imputados a Pedro Meyer, o laudo de exame criminológico lhe foi favorável, deixando de apontar qualquer circunstância desfavorável à concessão do benefício. “Por cautela, este juízo determinou a expedição de ofício à Vara de Inquéritos de Belo Horizonte, a fim de se certificar a respeito de outros fatos supostamente imputados ao setenciado, tendo obtido resposta no sentido de que referidos fatos já estariam prescritos. Sendo assim, não há elementos que desautorizem o acatamento ao pedido formulado pela defesa”, completou.
Pedro Meyer terá que atender algns requisitos. Como, obter ocupação lícita, no prazo de 60 dias, comprovando em juízo o exercício das suas atividades, apresentar mensalmente à Justiça, apresentar em 15 dias, ao Centro de Alternativas Penais e Inclusão Social de Egressos do Sistema Prisional, recolher em casa até 22h, comunicar qualquer mudança de endereço, não se ausentar da cidade onde mora, sem prévia autorização da Justiça, por mais de oito dias.
Além disso, o ex-bancário deverá frequentar o Centro de Atenção Psicossocial (Caps) mais próximo da residência dele em 15 em 15 dias, durante um ano.
Até a publicação desta reportagem, Pedro Meyer continuava preso na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana, segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).
O em.com.br entrou em contato com o advogado que representa o ex-bancário, mas as ligações caíram na caixa-postal do celular.
Condenação
Pedro Meyer chegou a ser apontado como autor de 16 abusos sexuais. Porém, foi condenado a 13 anos e quatro meses de prisão por estupro de somente um dos casos. A sentença é relacionada ao ataque de uma fisioterapeuta. Ela tinha 11 quando foi violentada, em 1997, na garagem do prédio onde morava, no Bairro Cidade Nova, Região Nordeste da capital. A vítima reconheceu o acusado na rua, o seguiu até a casa dele, no Anchieta, e chamou a polícia.