Jornal Estado de Minas

Campanha vai escolher o nome do novo bebê gorila nascido no zoo de BH

Um novo integrante para a família mais visitada do Jardim Zoológico de Belo Horizonte. Nasceu mais um gorilinha na unidade, filho de Lou Lou, a mãe protetora de 15 anos que não permite os biólogos sequer se aproximarem da cria, e Leon, o macho-alfa do recinto dos primatas. Com o mais novo habitante, o zoo de BH passa a contar com sete gorilas, três importados e quatro legitimamente mineiros. Em meio às tentativas de verificar o sexo do recém-nascido, a Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica se prepara para fazer uma campanha com escolas da cidade com objetivo de escolher o nome do bebê.

De acordo com o gerente do Jardim Zoológico, Humberto Mello, a estrutura faz um trabalho de acompanhamento dos gorilas, justamente para manter a saúde da espécie. “Somos o único zoológico que mantém um grupo de gorilas na América do Sul. Por meio de parcerias com instituições europeias, nosso objetivo é manter o grupo mais saudável e geneticamente viável, para trabalhos de conservação de uma espécia em alta ameaça de extinção”, conta o administrador. Faz parte desse trabalho, após o nascimento do mais novo gorila, o acompanhamento visual da mãe, para verificar se ela mantém o instinto materno e alimenta o filhote adequadamente.

Além disso, segundo Humberto, desde o nascimento do bebê, Lou Lou, a mãe, recebeu maior quantidade de comida, devido à necessidade de produção de leite. Assim como os demais, ela se alimenta, basicamente, de frutas, folhas e sucos.
A equipe especializada acompanha o dia a dia da fêmea, que tende a ficar mais agressiva neste período, com intuito de proteger a cria. “A gente não sabe o sexo ainda, porque ela não deixa. Ela cuida muito dele. É um comportamento natural da espécie, que tende a proteger o filhote. Mas a gente está de olho para a gente saber o sexo”, conta Humberto Mello.

CONSERVAÇÃO A campanha para escolher o nome do animal faz parte do planejamento do zoológico, mas depende, ainda, da permissão de Lou Lou. “A gente deve fazer uma campanha junto com as escolas, para envolver os visitantes. Isso é para que o povo entenda que o zoológico não é uma exposição de bichos, mas sim trabalha pela conservação e para manutenção de um grupo para fazer algo por uma espécie bastante ameaçada.”

Além de Lou Lou e Leon, os pais, e do recém-nascido, o zoológico abriga a fêmea Imbi e os “pequenos” Sawidi, Jahiri e Ayo – todos nascidos na estrutura localizada na Região da Pampulha.
As fêmeas mais velhas vieram do Reino Unido, enquanto o macho líder do grupo veio da Espanha. Todo o grupo vive em uma área ampla e passa boa parte do dia na chamada “área de manobra”, uma espécie de toca onde estão os alimentos providenciados pela Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica.

A presença de apenas um macho mais velho é proposital. De acordo com Humberto Mello, isso acontece para evitar confrontos entre os gorilas e manter o recinto em ordem, já que o macho é extremamente dominante. Apesar disso, o gerente classifica o líder como um “paizão”, que arranca gargalhadas e muita curiosidade do público. “Às vezes, ele dá um show realmente. Junta um monte de feno e chama os filhotes para brincar”, conta. (GR)
 
A FAMÍLIA GORILA

» Leon
Macho dominante, veio da Espanha

» Lou Lou
Mãe do recém-nascido, veio do Reino Unido

» Imbi
Assim como a outra fêmea, veio do Reino Unido

» Sawidi, Jahiri e Ayo
Integrantes “mineiros” da família 
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