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Estado de Minas

Contagem realiza nova vistoria e, mais uma vez, não encontra capivaras

Desta vez, equipe da Secretaria de Meio Ambiente percorreu áreas próximas ao Córrego Água Funda, dentro do território demarcado. Executivo vai iniciar investigação do percurso percorrido pelos cavalos durante cavalgada


postado em 24/06/2019 22:27 / atualizado em 24/06/2019 22:39

Equipe da prefeitura percorreu margens do Córrego Água Funda nesta segunda(foto: Júlio César Santos/Prefeitura de Contagem)
Equipe da prefeitura percorreu margens do Córrego Água Funda nesta segunda (foto: Júlio César Santos/Prefeitura de Contagem)

 

A Prefeitura de Contagem realizou nova vistoria na noite desta segunda-feira (24), com objetivo de encontrar capivaras que poderiam ter causado o surto de febre maculosa na Regional Nacional. E o resultado foi o mesmo dos trabalhos anteriores: a equipe técnica não achou qualquer roedor.


Mais uma vez, saímos procurando se realmente existem capivaras (na área). Porque nós estamos trabalhando com a hipótese de que o carrapato não veio da capivara, e sim de que quem trouxe os carrapatos foram os cavalos, possivelmente. Isso porque não conseguimos identificar nenhuma capivara na região”, explica Sirlene Almeida, diretora de Fiscalização Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente de Contagem.

 

(foto: Júlio César Santos/Prefeitura de Contagem)
(foto: Júlio César Santos/Prefeitura de Contagem)
 


Com o trabalho desta segunda, a prefeitura já percorreu três afluentes da Bacia do Bom Jesus. As equipes já passaram pelos córregos Muniz, Gangorra e Água Funda – este último mais próximo da Lagoa da Pampulha e alvo da última atividade.


Segundo Sirlene Almeida, as expedições acontecem sempre à noite porque as capivaras são animais com hábitos noturnos.


Na vistoria desta segunda, novamente, a prefeitura encontrou apenas vestígios de cavalos. Não se constatou qualquer sinal de capivaras.


Hipóteses


A partir de agora, a prefeitura de Contagem parte para outra investigação, que será iniciada nesta quarta-feira (26). O intuito é descobrir por onde passaram os cavalos, que pastavam próximo ao terreno contaminado, durante uma cavalgada realizada pela família Santana, que perdeu cinco pessoas pela doença.


Outra possibilidade, de acordo com a Secretaria de Meio Ambiente de Contagem, gira em torno de animais que não passaram por castração em Belo Horizonte e estejam circulando pelo local.


Combate


Para o enfrentamento ao carrapato-estrela, é feita a castração das capivaras e aplicação de carrapaticida. A castração é uma medida necessária para evitar a proliferação do animal, uma vez que a doença é repassada ao aracnídeo pelos roedores contaminados.


Além disso, a prefeitura de Contagem finalizou o trabalho de aragem e aplicação de oito toneladas de cal na área onde a doença se alastrou. Na última quinta-feira (20), finalizou os quatro ciclos de aplicação de veneno nas casas próximas.

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