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Estado de Minas

Veja quais categorias ameaçam parar nesta sexta-feira

Centros de saúde de Belo Horizonte não devem abrir; metrô funcionará em escala mínima


postado em 13/06/2019 20:19 / atualizado em 13/06/2019 21:12

Metroviários trabalharão em escala mínima(foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press)
Metroviários trabalharão em escala mínima (foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press)

Metroviários de Belo Horizonte prometem cruzar os braços na greve geral marcada para esta sexta-feira e não obedecer nem mesmo a escala mínima determinada pela Justiça. A categoria diz que entrará com recurso contra a liminar concedida a pedido da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). No transporte rodoviário, a adesão ainda é incerta. No sistema metropolitano, empresas garantem que a rotina não será alterada.

O Sindicato dos Metroviários (Sindimetro-MG) foi notificado sobre a decisão judicial por volta das 11h30 desta quinta-feira. O presidente do Sindimetro, Romeu José Machado, afirma que não é possível desmobilizar a categoria às vésperas da paralisação e que não houve tempo hábil para recorrer da liminar. 

A decisão determina que 100% dos trens circulem da Estação Vilarinho até a Eldorado nos horários de pico – de 5h30 às 10h e das 16h às 20h – com quantos funcionários forem necessários.

Fora do horário de maior movimento deve haver um trabalhador na sala de comando e nas torres de controle dos pátios São Gabriel e Eldorado, além de um funcionário no posto da Vilarinho. Em caso de descumprimento, a multa imposta pela Justiça é de R$ 200 mil.

Ônibus


O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Metropolitano (Sintram) informou, por meio de nota, que as linhas que atendem o sistema metropolitano vão operar normalmente e que as empresas associadas ao Sintram não vão aderir à greve geral.

Os ônibus vão circular dentro do quadro de horários normal de dia útil. Acrescentou que as empresas deixarão veículos de sobreaviso para suprir a demanda do metrô, caso necessário.

Já o Sindicato dos Rodoviários de BH e Região (STTR-BH) informou, por meio de nota, que não vai convocar a categoria para participar da greve geral e que a adesão será individual. A decisão se deve à multa aplicada ao sindicato na última manifestação (contra a reforma trabalhista), que impede legalmente o envolvimento. 

Mas, apesar de não haver convocação, o sindicato estará nas garagens durante a manhã apoiando motoristas e cobradores que aderirem à greve e nas ruas durante o manifesto.

Saúde 


Os centros de saúde da capital mineira estarão todos fechados, segundo previsão do presidente do Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos de Belo Horizonte (Sindibel), Israel Arimar. 

Nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), os servidores devem se revezar em escala mínima, com pelo menos 30% de profissionais atuando. O mesmo deve ocorrer no Hospital Odilon Behrens, para atender casos de emergência.

Agentes de combate à endemia também devem aderir à greve desta sexta-feira. Além de se manifestar contra a reforma, o Sindibel denuncia que a Prefeitura de Belo Horizonte não está cumprindo o piso nacional destinado à categoria. 

*Estagiário sob supervisão

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