Jornal Estado de Minas

15 anos de prisão: júri condena acusado de matar caixa de padaria que o mandou vestir camisa

Daniel foi assassinado na noite de 22 de outubro de 2016 - Foto: TV Alterosa/Reprodução

A Justiça condenou a 15 anos de prisão o homem acusado de matar Daniel Christyano dos Reis de Jesus, de 18 anos, funcionário de uma padaria do Bairro Rio Branco, em Venda Nova. O crime ocorreu em 2016, após o funcionário pedir que o homem vestisse uma camisa para entrar no estabelecimento.

Em julgamento realizado na tarde desta segunda-feira, o júri popular chegou a conclusão de que Rafael Justino da Silva, de 25 anos, é realmente o autor do assassinato. A sessão ocorreu no Fórum Lafayette, no Barro Preto, e foi presidida pela juíza Myrna Fabiana Monteiro Souto.

Os jurados consideraram que o homicídio foi triplamente qualificado; todos votaram "sim", quando perguntados se o motivo foi fútil, se a situação colocou outras pessoas presentes no local em perigo e se o assassino impossibilitou a defesa da vítima. Ao todo, o júri foi formado por seis mulheres e um homem.

Conforme as investigações, na noite de 22 de outubro de 2016, Rafael entrou na padaria e deu quatro tiros em Daniel. O assassinato foi registrado pelas câmeras de segurança do estabelecimento, localizado na Avenida Érico Veríssimo.

Eram quase 21h de sábado quando Rafael, sem camisa, entrou no local. Daniel orientou o suspeito a vestir a roupa, já que, pelas normas do estabelecimento, é proibido entrar sem blusa. De acordo com testemunhas, o homem ficou bastante irritado e ameaçou o rapaz dizendo que retornaria mais tarde.

Segundo o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar (PM), duas horas depois, o suspeito voltou, trajando camisa azul e com um revólver na cintura.
Ele abordou a vítima logo que entrou na padaria dizendo que Daniel o havia xingado anteriormente, fato que foi desmentido pelos colegas de trabalho.

Rafael foi preso em Esmeraldas, na Grande BH. Na época, ele alegou que a vítima teria ofendido sua mãe, mas o fato não foi comprovado pelas investigações.

Daniel Christyano dos Reis de Jesus, de 18 anos, era natural de Manhuaçu, na Zona da Mata. Amigos do jovem disseram que ele veio trabalhar em Belo Horizonte para sustentar a mãe no interior.



(Com informações de Cristiane Silva) .