Jornal Estado de Minas

Em menos de duas horas, duas pessoas são presas por comunicar falso roubo


Na manhã desta segunda-feira, duas pessoas foram presas por comunicação de falso crime em menos de duas horas. A Polícia Militar registrou as duas ocorrências no Centro de Belo Horizonte.

A primeira ocorrência ocorreu por volta das 9h. Um homem recorreu à Base de Segurança Comunitária da Praça Sete, alegando que teria sido vítima de roubo no cruzamento da Avenida Santos Dumont com Rua Rio de Janeiro. Quando os policiais compareceram ao local para buscar informações dos autores e possível rota de fuga, o homem se sentiu intimidado na presença da câmera do Olho Vivo e de testemunhas e confessou que perdeu seu documento de identidade e que precisava fazer um Boletim de Ocorrência (B.O.) de roubo para ter acesso à gratuidade da emissão da 2ª via.

A outra ocorrência foi registrada por volta das 10h30. Uma mulher compareceu à 4ª Companhia de Polícia Militar, na Rua da Bahia, no Centro de BH e alegou ter sido roubada no último domingo por dois indivíduos armados em uma motocicleta de cor preta. A PM verificou as câmeras do Olho Vivo, que não filmaram nenhuma anormalidade. De acordo com os policiais, a suposta vítima caiu em contradição e acabou confessando que precisava do B.O. apenas para justificar aos seus empregadores o sumiço do celular para ser restituída com um novo.

As duas supostas vítimas foram conduzidas para a delegacia por falsa comunicação de crime, podendo cumprir detenção de um a seis meses ou multa.

De acordo com o tenente Washington Amaral, esse tipo de caso tem sido recorrente.
“As pessoas ficam convencidas da facilidade, acham melhor mentir. Não sabem que isso é crime e temos vários meios tecnológicos para identificar se é verdade o que ela diz”, afirma o policial militar.

De acordo com o tenente, o aumento na taxa de 2ª emissão da carteira de identidade pode motivar o registro das ocorrências, e, quando desmascaradas, as supostas vítimas ficam surpresas. “A pessoa tenta justificar, fala que é trabalhadora e que não sabe que isso é crime”, conta. Segundo Washington, a polícia fica cerca de uma hora entendendo o caso da vítima, e a falsa comunicação pode atrapalhar na apuração de ocorrências verídicas. “Inclusive, durante o atendimento da ocorrência desta manhã, fizemos o atendimento de um roubo de correntinha”, explica.
 
* Estagiária sob supervisão da subeditora Ellen Cristie.
.