Jornal Estado de Minas

Corpo de mineiro morto nos EUA deve chegar nesta semana em Ipatinga

O corpo do brasileiro Joister Pacheco Ataide, de 38 anos, morto em um acidente enquanto trabalhava em Bethany, pequena cidade do estado de Connecticut, nos Estados Unidos, deverá ser traslado para o Brasil até o próximo fim de semana, para ser sepultado em Ipatinga (Vale do Aço), terra natal de Joister. Por meio de uma campanha de arrecadação na internet, a família já conseguiu cerca de US$ 10,5  mil para custear as despesas do traslado.





A informação foi repassada ao Estado de Minas na tarde desta segunda-feira, por um amigo da família de Joister, também mineiro que mora nos Estados Unidos e está ajudando na organização da campanha para arrecadar recursos. Nesta terça-feira, o corpo será velado nos EUA.

O migrante morreu quinta-feira passada no desabamento de um antigo celeiro, que estava em reforma em Bethany, cidade de 5,6 mil habitantes. Joister trabalhava como carpinteiro  na obra. A estrutura da edificação - construída há mais de 100 anos, por causas ainda desconhecidas, desmoronou, atingindo em cheio o brasileiro, que teve morte instantânea.

Além de Joister, estava na obra somente um outro rapaz, que conseguiu escapar ileso. Imediatamente após o desabamento, ele saiu gritando por socorro.

O brasileiro morava em Danbury (também no estado de Connecticut), distante 50 quilômetros de Bethany. Danbury fica situada a uma distância de 116 quilômetros de Nova York.





Ainda conforme a fonte ouvida pelo Estado de Minas, após a liberação do corpo pelas autoridades americanas, nesta terça-feira, os parentes e amigos de Joister vão participar do velório em Danbury, entre 17h e 20h (horário local).

A mulher de Joister, Lilian Fernandes Silva (que também é mineira de Ipatinga), decidiu velar o corpo no país norte-americano, juntamente com os filhos, e não viajar para o Brasil,  para  acompanhar o sepultamento.  Conforme um amigo da família, uma das razões de Lilian ter optado por não se deslocar para o enterro do corpo do marido é que os dois filhos do casal, de 11 e 16 anos, perderiam vários dias de  aula, sendo que o limite permitido de faltas na escola no estado de Connecticut é de cinco dias por ano.

Joister Pacheco tinha se mudado para os Estados Unidos há dois anos e seis meses, onde havia morado anteriormente, por oito anos, tendo retornado ao Brasil em 2010 e permanecendo por seis anos no Vale do Aço, partindo novamente em busca do “sonho americano”, mas acabou encontrando a morte, de maneira acidental.
 
 
 
 
 

audima