Jornal Estado de Minas

Moradores ocupam a sede da Prefeitura de Belo Horizonte em protesto

Tropa de choque da PM acompanhou o ato - Foto:
Moradores de ocupações urbanas de Belo Horizonte fazem um ato na sede da prefeitura na tarde desta quarta-feira. Integrantes do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) entraram na sede da administração municipal, na Avenida Afonso Pena, no Centro. Eles querem uma reunião com o prefeito Alexandre Kalil (PHS). A tropa de choque da Polícia Militar (PM) e da Guarda Municipal acompanham o protesto, que acontece de forma pacífica. Manifestantes informaram que três integrantes do MLB teria sido presos, mas a informação ainda não foi confirmada pelas forças de segurança e nem pela PBH.

De acordo com Leonardo Pericles, do MLB, o motivo do ato é cobrar uma reunião com o prefeito para falar sobre as ocupações urbanas da capital mineira e exigir algumas medidas, como ligação de água e esgoto, energia elétrica, e CEP. “Estamos em processo de negociação há meses com a prefeitura, que prometeu dar continuidade nas medidas que já foram tomadas. Mandamos ofício solicitando um encontro.
Como não resolveu nada, resolvemos ocupar a prefeitura”, afirmou.



Por volta das 13h30, dezenas de moradores das ocupações foram para a porta da administração municipal para protestar. Um grupo conseguiu entrar no imóvel. “Estamos dentro da prefeitura, no gabinete do prefeito. Queremos, entre algumas medidas, moradias para o povo pobre no Centro, estamos inaugurando esta política. Temos, ainda, várias famílias nas periferias de BH. Queremos o direito de ligação de água, luz, esgoto e energia elétrica.
Algumas comunidades que já têm alguns desses itens, os moradores não conseguem CEP, nem calçamento”, explicou Leonardo.

Protesto na porta da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) - Foto: Leandro Couri/EM/D.A.Press

Os manifestantes alegam que três representantes foram chamados para conversar com funcionários  da PBH, mas acabaram presos ao entrarem na sede da administração municipal. As prisões teriam sido por causa de agressões contra um guarda municipal. O agente foi encaminhado para um hospital para receber atendimento médico, segundo testemunhas. 

 

Em uma assembleia, realizada na porta da PBH, os manifestantes decidiram que só irão sair do local, quando forem soltos os três representantes presos durante reunião com o prefeito. Segundo Edinho Vieira, coordenador do MLB, um dos presos é Gleisson Soares, "de quem ainda não se tem notícia". A proposta aprovada na assembleia é acampar na porta da PBH durante a noite. Na escadaria da prefeitura e na calçada da Avenida Afonso pena há, agora, cerva de 100 pessoas, incluindo mulheres com bebês de colo.


Parte dos manifestantes estão na frente da Prefeitura.

Por causa do protesto, uma faixa da Avenida Afonso Pena foi fechada, o que provocou lentidão na via. A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) afirmou que não vai divulgar nota sobre o assunto.

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