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Estado de Minas

Familiares de 21 pessoas da lista de desaparecidos de Brumadinho não procuraram o IML

Os parentes devem fornecer materiais genéticos ou levar radiografias dentárias ou de outras partes dos corpos das vítimas para facilitar nas identificações. Polícia investiga se nomes foram incluídos erroneamente na lista


postado em 05/04/2019 14:31 / atualizado em 05/04/2019 14:36

Bombeiros continuam as buscas por vítimas da tragédia(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press.)
Bombeiros continuam as buscas por vítimas da tragédia (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press.)

Os trabalhos da Polícia Civil para identificar as vítimas da tragédia de Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, continuam. Cada nome que está na lista de desaparecidos está sendo conferido para evitar erros. Desde de 25 de janeiro, 14 nomes foram retirados. Enquanto isso, famílias de algumas pessoas que constam no levantamento ainda não procuraram o Instituto de Criminalística para ceder materiais genéticos e/ou entregar algum tipo de radiografia que facilite a identificação. Ao todo, são 21 desaparecidos sem a procura de familiares.

De acordo com a Polícia Civil, os parentes que ainda não cederam materiais genéticos devem procurar o Instituto de Criminalística, que está localizado na Avenida Augusto de Liam, 1833, no Barro Preto, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Eles podem levar, ainda, radiografias dentárias ou de qualquer parte do corpo das vítimas.

Equipes da delegacia de Brumadinho estão se empenhando para conferir todos os nomes que estão na lista de desaparecidos. Desde 25 de janeiro, algumas pessoas foram retirados da lista por diferentes motivos, como tentativa de fraudes para receber as indenizações, erros de grafias, acréscimos errados de sobrenomes, entre outros.

Somente na última semana, foram cinco pessoas retiradas. “Quando aconteceu o rompimento da barragem, nos primeiros dias, muitas pessoas entraram em contato com os canais criados para relatar pessoas desaparecidas. Mas, essas situações não eram checadas. Agora, estamos fazendo isso. Desta vez, a retirada foram por nomes com grafias erradas, ou com acréscimo de um sobrenome a mais, e duplicados”, disse a delegada Ana Paula Kich Gontijo.

Além disso, há um caso de uma mulher que contava na lista, mas ela não estava desaparecida. “Uma parente achava que ela estava na região no dia da tragédia. Não estava desaparecida, como morava na região e o parente não conseguiu contato, acabou colocando na lista. No momento do caos, não se questionava o que estava procurando. Isso está sendo feito agora”, explicou a delegada.

Números da tragédia


O número de mortos da tragédia aumenta a cada semana. Último balanço divulgados pelas autoridades de segurança de Minas Gerais, nessa quinta-feira, mostra que 221 óbitos já foram confirmados. O rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, da Vale, ainda deixa 75 pessoas desaparecidas.


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