Jornal Estado de Minas

Assembleia apresenta plano de ação de CPI que investiga tragédia de Brumadinho; veja


A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para apurar o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, na Grande BH, apresentou o cronograma de trabalho nesta quinta-feira. Os deputados receberam membros da força-tarefa que investiga a tragédia. Um plano de ação, que envolve visitas aos atingidos e uma audiência pública, foi apresentado. Desastre já deixou 210 mortos e mais de 90 desaparecidos.

A primeira reunião da CPI está marcada para a próxima segunda-feira. Representantes da Polícia Civil, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar (PM) serão recebidos. Em outra oportunidade, serão ouvidos membros do Ministério Público do Trabalho, auditores do trabalho, delegados, testemunhas e representantes sindicais.

Nesta quinta-feira, o cronograma de trabalho foi apresentado. Os deputados irão visitar comunidades impactadas pelo rompimento da barragem.
Entre elas, está a aldeia pataxó localizada próxima a São Joaquim das Bicas, também na Grande BH. Uma audiência pública na Câmara Municipal de Brumadinho será marcada.

O relator da CPI, deputado André Quintão (PT), afirmou que os trabalhos foram divididos em três partes. Primeiro será feita a coleta de dados e informações. Em seguida, testemunhas serão ouvidas. Depois, serão apresentadas medidas de providências e de reparação.

A tragédia


A operação de resgate em Brumadinho, na Região Metropolitana de BH, completa 56 dias nesta quinta-feira. Como isso, já é a maior ação do tipo na história do estado.
O número de mortos aumentou. Segundo o Corpo de Bombeiros, o número de mortes subiu para 210 pessoas. No total de 710 vítimas, foram localizadas 395 e 96 seguem desaparecidas. O rompimento da barragem 1 da Mina do Córrego do Feijão completa nesta semana dois meses.

Neste 56º dia, 150 bombeiros participam das buscas em 25 frentes de trabalho. Estão sendo usadas 103 máquinas, o helicóptero Arcanjo e dois drones. Cerca de 1,8 mil militares foram empenhados nas buscas desde o dia do rompimento. .