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Estado de Minas

Polícia prende quatro homens suspeitos de estuprar menores na Grande BH

As prisões aconteceram em menos de uma semana. Outros dois homens foram presos por agredir e ameaçar crianças


postado em 27/02/2019 18:31

Delegada Iara França, responsável pelas investigações(foto: Reprodução /TV Alterosa)
Delegada Iara França, responsável pelas investigações (foto: Reprodução /TV Alterosa)

A prisão de seis homens acusados de crimes contra crianças e adolescentes em Minas Gerais  mostra que o perigo pode estar bem perto de casa. Os mandados foram cumpridos em uma semana por estupro de vulnerável, agressão e ameaça. Os alvos eram pessoas que tinham parentesco com as vítimas, vizinhos e/ou amigos. Delegada da Polícia Civil faz alertas aos pais e responsáveis para manter diálogos com os pequenos e evitar estes tipos de crimes.

Entre os mandados de prisão cumpridos, quatro foram por estupro de vulnerável. “Um dos casos envolve uma menina de 12 anos. O autor é tio paterno dela. O outro caso, coincidentemente, o autor também era tio paterno. A vítima era um menino de 4 anos. Tivemos um caso de estupro intrafamiliar, onde o autor era cunhado da vítima, que  tinha 13 anos. Um outro caso é de um motorista de ônibus que abusou de uma vizinha que tinha 9 anos de idade. Na época ele era muito amigo da família e tinha livre acesso na residência”, explicou a delegada Iara França, da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).

Os crimes de estupro aconteceram em cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Outros crimes foram de agressão e ameaça. “Tivemos um caso de prisão de agressão de um padrasto contra duas enteadas, uma de seis e outra de oito anos. Em outro, foi devido a pensão civil. Neste caso, o crime aconteceu em Curvelo. Foram ameaças contra a esposa e a filha do casal”, afirma a delegada.

De acordo com Iara França, entre os casos estão homens que já foram condenados pela Justiça. “As denúncias são de datas variadas. Alguns mandados foram de condenação em trânsito julgado. Então, tivemos penas de 10, 14 e 15 anos, em regime inicialmente fechado. E também mandados de prisão preventiva conta autores que poderiam causar mais um mal as vítimas se ficassem em liberdade”, disse.

A delegada faz um alerta aos pais e responsáveis das crianças e adolescentes. “A gente sempre orienta conversar e manter um canal de diálogo em aberto com a criança. Porque muito dos abusos ocorrem no seio intrafamiliar. Esse autor se aproveita da confiança que tem com a vítima. Então, devem sempre observar o comportamento da criança, se ela está retraída, se algo está anormal. Inclusive fisicamente, observar quando for dar banho. Também deve conversar, perguntar como foi o dia dela, se tem alguma queixa contra alguma pessoa, e se não quer ir a algum lugar por algum motivo. Manter sempre essa conversa em aberto”, comentou.

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