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Estado de Minas

Minas tem uma morte a cada seis dias por picada de escorpião em 2019

Período de calor e chuva é propenso à infestação de animais peçonhentos. Neste ano, sete pessoas já morreram vítimas de escorpião


postado em 11/02/2019 17:33 / atualizado em 11/02/2019 18:06

Escorpião amarelo(foto: Beto Novaes/EM/D.A Press)
Escorpião amarelo (foto: Beto Novaes/EM/D.A Press)

O período de chuva e calor que vive os mineiros é propício à proliferação de animais peçonhentos. Somente nos primeiros 42 dias deste ano, sete pessoas já morreram vítimas de picadas de escorpião, o que representa uma morte a cada seis dias em Minas Gerais. Esse número aumentou em relação ao ano passado, quando foram registradas em média uma morte a cada nove dias.

Os dados são da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG), que já apontou 2.779 acidentes com escorpiões somente em 2019. A secretaria explicou que acidentes com animais como escorpião, cobra, formiga, abelha, vespa, marimbondo, lagartas, lacraia e aranhas costumam aumentar tanto em áreas urbanas, quanto rurais durante o período chuvoso e quente.

“Nos meses do verão, de dezembro a março, há um aumento no número de acidentes por animais peçonhentos em relação aos demais meses do ano, uma vez que a elevação da umidade e da temperatura induzem os animais a saírem de seus abrigos e procurarem por comida, além de possibilitar a reprodução de algumas espécies”, esclareceu Andréia Kelly Roberto Santos, referência técnica do Programa de Vigilância e Controle dos Acidentes por Animais Peçonhentos da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG).

As vítimas de animais peçonhentos devem procurar atendimento médico com urgência. Os casos graves de acidentes escorpiônicos podem piorar com a ocorrência de convulsão, coma, bradicardia, insuficiência cardíaca, edema pulmonar agudo e choque.

“Em caso de acidente, é preciso procurar atendimento médico e evitar soluções caseiras, como amarrar o local ou fazer torniquete no membro acometido, aplicar qualquer tipo de substância no local da picada ou ‘chupar o veneno’, essas ações apenas aumentam as chances de infecção local”, alertou Andréia. 

Os mais novos ainda merecem cuidado especial. Crianças abaixo de sete anos devem ser criteriosamente avaliadas pelo médico, pois têm maior sensibilidade ao veneno do escorpião, demandando o tratamento com soro antiescorpiônico.

Prevenção

Não existe inseticida eficiente para matar o escorpião, por isso as medidas de prevenção devem ser adotadas para evitar o aparecimento dos animais. Saiba quais são elas:
  • Manter limpos quintais e jardins, não acumulando folhas secas, lixo e entulhos.
  • Colocar o lixo em sacos plásticos fechados, para evitar baratas e outros insetos.
  • Conservar camas e berços afastados, no mínimo, 10 centímetros da parede.
  • Evitar que roupas de cama toquem o chão.
  • Não pendurar roupas na parede.
  • Inspecionar roupas, calçados, toalhas de banho e de rosto, roupas de cama, panos de chão e tapetes, antes de usá-los.
  • Limpar periodicamente ralos de banheiro, cozinha e caixas de gordura.
  • Rebocar frestas nas paredes, móveis e rodapés, para que não apresentem vãos.
  • Usar telas nas aberturas dos ralos, pias e tanques.
  • Proteger os predadores naturais dos escorpiões, como calangos, lagartixas, lacraias, corujas, sapos, macacos e galinhas.
  • Manter as áreas limpas ao redor das residências, não acumular lenha e outros materiais que possam servir de abrigo para os escorpiões.
  • Remanejar periodicamente material de construção que esteja armazenado, usando luvas de raspa de couro para proteger as mãos.
  • Caso encontre um animal peçonhento, afaste-se com cuidado e evite assustá-lo ou tocá-lo, mesmo que pareça morto, e procure a autoridade de saúde local para orientações.
* Estagiária sob supervisão da subeditora Ellen Cristie. 

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