As quatro empresas investigadas por fazer parte de um esquema de fraude no fracionamento e comercialização de leite em pó em Belo Horizonte e Contagem, na Grande BH, serão autuadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Elas terão que pagar multa pelas irregularidades que podem chegar a até R$ 15,7 mil. Além disso, terão que recolher todos os produtos no mercado. As empresas, que não tiveram os nomes divulgados, foram alvos de uma operação da Polícia Federal (PF), em conjunto com o MAPA, nesta segunda-feira.
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PF combate fraude na produção e no comércio de leite em pó na Grande BHCoordenador do Detran/MG é exonerado por suspeita de fraudesIdosa morre atropelada por coletivo em ContagemPF investiga participação de agentes públicos em fraude no leite em póPolícia apreende mais de 22 mil maços de cigarro do ParaguaiAs investigações apontam que empresas estariam adicionando substâncias indevidas ao leite em pó durante seu processo de fracionamento. “As empresas colocam o soro e a maltodextrina para ter maior lucro, e, consequentemente, causando depreciação no valor nutricional”, afirma o Delegado Adriano de Freitas, da delegacia de Combate a Crime Fazendários, responsável pela investigação.
Já outra empresa alvo das buscas teria realizado fracionamento e comercialização do produto no mercado sem autorização e com utilização indevida do selo S.I.F. (Serviço de Inspeção Federal) de outra empresa. Segundo as investigações, ela estaria em processo de autorização no Ministério da Agricultura, mas já estava fracionando e embalando com SIF de outra empresa pela qual tinha contrato. Vai ser investigado se a outra indústria sabia ou não da fraude.
Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão nesta segunda-feira, os agentes recolheram amostras de produtos nas empresas, além de notebook e smartphones, que serão analisados. A partir desta terça-feira, 12 administradores e responsáveis técnicos das empresas vão começar a serem ouvidos. Eles podem responder por adulteração de alimentos, com pena de quatro a oito anos de prisão, e uso indevido de selo ou sinais públicos, pena de dois a seis anos de prisão.
De acordo com o chefe do quarto serviço de inspeção de produtos de origem animal do Ministério da Agricultura, Adlilson Pinto da Cunha, as empresas compravam leite de outras empresas, que podem ser nacionais e/ou importadas. As compras eram a granel. Depois, fracionavam em embalagens para vender para o mercado no varejo. E adicionam o açúcar e o soro. Segundo ele, a adulteração não provoca danos à saúde. A fraude seria econômica e nutricional no produto.
Ministério da Agricultura vai autuar e obrigar as empresas a recolher imediatamente os produtos no mercado.